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DC Auto

08/12/2016

Mobi Way pode encarar estradas ruins

Suspensão um pouco mais elevada faz diferença para superar buracos e até trechos de areia
Amintas Vidal*
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Atual modelo de entrada da linha Fiat no Brasil, o Mobi foi projetado para atender aos anseios dos novos motoristas e das gerações que ainda virão. Analisando rapidamente, tanto por fora como por dentro, suas principais características atingem em cheio o interesse destes jovens: apesar de ser um hatch subcompacto, seu design remete aos SUVs, o estilo mais desejado do momento.

Por dentro, o que se destaca é a interatividade que as centrais multimídia oferecem, bem ao gosto deste público cada vez mais conectado. Não por acaso, este casamento de imagem e tecnologia tem rendido bons números de mercado ao caçula “italiano”.

Desde 16 de abril, dia do início da sua comercialização, até o fechamento de novembro, ele registrou 24.178 unidades, uma média 3.223 emplacamentos por mês. Mesmo bem abaixo das expectativas inicias da Fiat em vender 60 mil unidades neste ano, em um mercado recessivo, principalmente neste segmento de entrada, o mais atingido pela crise, os resultados são considerados bons.

É importante destacar que suas vendas vêm aumentando progressivamente. Se no acumulado do ano ele figura na vigésima posição entre os automóveis, em novembro, ele foi o décimo primeiro modelo mais emplacado no Brasil, segundo os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

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Versão Way – Recebemos para avaliação o Mobi Way On. Essa versão, a aventureira e topo de linha, é a que mais combina com seu design inspirado em utilitários esportivos. Além da suspensão elevada, a Way se difere das demais por detalhes comuns em modelos com visual fora de estrada: para-choques dianteiro e traseiro que simulam chapas protetoras inferiores e molduras nas caixas de rodas e sob as portas, tudo em plástico preto e fosco.

O teto recebe um rack exclusivo da versão e a tampa da porta do porta-malas, feita em peça única de vidro, tem em sua base a assinatura WAY.

Por dentro ele é igual à versão Like, a intermediária. Os bancos são em tecido com dois tons de cinza, textura no encosto e no assento e costuras com linha clara. Mas os revestimentos param por aí.

Todas as outras peças do interior são em plástico duro, monocromático, apenas com algumas texturas para melhorar a aparência. Bons encaixes entre as peças e nenhuma parte da carroceria à mostra ajudam a não deixar o interior tão simples assim.
Algumas peças são compartilhadas com o Uno, como volante, painéis das portas, comandos do ar-condicionado, entre outras. Tanto o desenho do painel quanto os instrumentos de navegação são mais simples que os do irmão mais velho.

A vantagem fica por conta da central multimídia Live On, exclusiva do Mobi. Apesar de o modelo testado estar equipado com a outra central, a Rádio Conect B7, a Live On é bem mais interessante, pois foi projetada para os usuários de smartphones com sistemas Android ou iOS.

Nela, o próprio celular é fixado no meio do painel através de garra com engate rápido e prático e se torna o display deste sistema que, por intermédio de um aplicativo, passa a ser comandada por botões localizados no volante.

*Colaborador

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