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DC Inovação

12/05/2017

MobQI recebeu mais de R$ 15 mi em investimento

Mírian Pinheiro
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A partir de junho, Reino Unido, Alemanha e Suíça estarão utilizando o MobQI, sistema brasileiro integrado entre app e web (que pode ser interligado com um device) que permite a completa integração, gerenciamento e compartilhamento de dados da mobilidade urbana de qualquer cidade do mundo, ligando os usuários com os prestadores de serviço. O lançamento oficial será feito em junho, na sede Microsoft em São Paulo. Segundo Ernani Machado, engenheiro robótico, advogado, administrador e presidente da JMM Tech, empresa que idealizou a spin off, foram mais de R$ 15 milhões em investimentos. A projeção de faturamento é de R$ 20 milhões até março de 2018.

O protótipo foi criado em 2014 e submetido a dois anos de testes e aperfeiçoamento contínuo. Ao todo, foram três anos de desenvolvimento no Brasil, Inglaterra e Alemanha até a plataforma final. O MobQI foi testado em 36 cidades, em países da Europa, América Latina e Brasil. Durante um ano, mais de 150 pessoas estiveram envolvidas no desenvolvimento da plataforma, entre programadores, engenheiros etc. O MobQI possui um banco de dados onde já estão cadastradas 2.616 cidades do mundo inteiro e conta com o apoio do governo inglês. No Brasil, ele ainda não tem data para entrar em operação.

Segundo o presidente da JMM Tech, motoristas de veículos de transporte público, como ônibus, barca, trem, táxi e etc, baixam um app em seus smartphones e ou tablets e, automaticamente, o sistema começa a operar utilizando inteligência artificial. “O sistema além de conectar os usuários com os prestadores de serviço de transporte, ainda mapeia os pontos de transporte público, além da possibilidade de chamar um táxi, uma ambulância, acionar a polícia ou até os bombeiros, tudo isso utilizando um sistema integrado que permite vários serviços para empresas, usuários e governos”, explica.

Para utilização do sistema, serão cobrados R$ 20 por mês para cada veículo do transporte urbano rastreado. “Nossos concorrentes cobram apenas para rastrear mais de R$ 1 mil por mês nas grandes cidades, sendo que o MobQI além de compartilhar as informações com o usuário, ainda gerencia toda a frota ou cada veículo da empresa”, observa Machado. Com o MoobQI não precisa comprar nenhum equipamento, é só fazer o cadastro baixar os apps e começar a usar.

Outra opção, diz Machado, é utilizar um rastreador de baixíssimo custo que é opcional e pode ser ligado em cada veículo.O MobQI tem uma central de Controle e Operações para os órgãos de segurança, logo polícia, ambulância e bombeiros estão conectados com os usuários que utilizam nosso sistema e com os ônibus que têm o nosso sistema. Em caso de roubo, acidente ou problemas correlatos, é só clicar um botão que a viatura mais próxima será acionada para resolver o problema, evitando danos ao patrimônio (como incêndio de ônibus), roubos, acidente etc.

O MobQI já venceu mais de 10 prêmios, como o 100 Open Startups, Desafio Brasil, e Ford Challange. Também está sendo contemplado em dois programas de aceleração, o Fiemg Lab, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e InovAtiva Brasil, parceria do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi). “Programas como o Fiemg Lab são especiais porque diferenciam cada negócio e diferenciam as ações, promovendo muitos contatos”, elogia Machado.

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