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Finanças

16/03/2017

Moody's eleva a perspectiva de rating do Brasil de negativa para estável

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São Paulo - A agência de classificação Moody’s elevou nessa quarta-feira (15) a perspectiva do rating do Brasil, atualmente em Ba2, de negativa para estável.

A Moody’s indicou que os riscos que estavam refletidos na perspectiva negativa foram reduzidos por causa da estabilização das condições macroeconômicas do País, com a economia mostrando sinais de recuperação, queda da inflação e perspectivas fiscais mais claras.

A agência destacou que há indicações de que o funcionamento da política brasileira está melhorando e que há um fortalecimento das instituições, o que ajuda na implementação de reformas fiscais. “Nos últimos seis meses, os riscos negativos do rating Ba2 diminuíram e as condições macroeconômicas se estabilizaram no Brasil, com uma recuperação incipiente do crescimento econômico esperada em 2017 e uma queda da inflação mais rápida do que a esperada”, informou a agência em comunicado.

A Moody’s também acredita que houve uma diminuição no risco de necessidade de apoio financeiro para a Petrobras, enquanto o custo fiscal do alívio da dívida dos governos estaduais continua controlado.

A agência de classificação de risco espera o fim da recessão neste ano, com um crescimento entre 0,5% e 1%, e de 1,5% em 2018. A Moody’s projeta inflação de 4,5% em 2017, portanto, na meta do governo. “Após 2018, esperamos que o crescimento se estabilize em torno de 2% e 3%”, informou a agência.

Apesar de prever uma melhora do cenário macroeconômico, a Moody’s alerta para a fraqueza dos resultados fiscais. A agência espera que a relação dívida/PIB do Brasil aumente de 70% em 2016 para cerca de 80% em 2019.

“A melhoria da avaliação é consequência natural do nosso esforço para o controle das contas públicas e da inflação. Isso mostra que estamos no caminho correto”, disse um integrante da equipe econômica, pedindo para não ser identificado.

Em nota, a Fazenda informou que a reavaliação pela Moody’s “é um reconhecimento importante dos recentes esforços na recuperação fiscal”. Já o presidente Michel Temer disse em comunicado que a agência reconhece “os esforços do governo para recuperar a credibilidade da economia, reduzir a inflação e retomar o crescimento.” (Reuters)

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