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Finanças

07/01/2017

Movimento no exterior valoriza o dólar

No mercado à vista a divisa fechou com elevação de 0,58%, aos R$ 3,2197, freando a baixa de 1% na semana
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O cãmbio foi puxado por sinais de melhora no mercado de trabalho nos EUA, reforçando perspectiva de alta de juros/Marcelo Casal Jr/ABr
São Paulo - O avanço do dólar no exterior direcionou as cotações da divisa norte-americana frente ao real na sexta-feira. No mercado à vista, a divisa encerrou em alta de 0,58%, aos R$ 3,2197, contendo a queda na semana a 1,00%. Já no mercado futuro, o dólar para fevereiro fechou aos R$ 3,2465, na máxima do dia, com ganho diário de 0,70%, mas baixa de 1,02% na semana.

O movimento quase generalizado do câmbio encontrou suporte em sinais de melhora no mercado de trabalho norte-americano, principalmente, na inflação salarial, o que reforçou a perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos. Ao longo da tarde de sexta, essa leitura foi respaldada por discursos de dirigentes do Federal Reserve e, assim como o dólar, os juros dos Treasuries foram às máximas do dia.

No Brasil, o ganho ante o real só não foi maior em razão da expectativa de entrada de recursos no País. Na máxima, o dólar à vista subiu aos R$ 3,2223 (+0,67%). Já nas mínimas, o dólar à vista recuou aos R$ 3,1876 (-0,42%), enquanto o contrato futuro para fevereiro marcou R$ 3,2100 (-0,43%).

Taxa de juros - O mercado de juros futuros acompanhou o movimento do dólar e fechou em alta. O contrato de DI para janeiro de 2018, por exemplo, passou de 13,365% para 13,385%.

Mesmo assim, seguem majoritárias as apostas de corte de pelo menos 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, nos próximos dias.

Bovespa - O pregão de sexta-feira foi dedicado a um movimento de realização de lucros no mercado de ações, que levou o Índice Bovespa a uma baixa de 0,65%, aos 61 665,36 pontos. Ainda assim, o principal índice da bolsa brasileira terminou a semana com avanço de 2,39%. O volume de negócios totalizou R$ 5,35 bilhões. A primeira semana de 2017 foi marcada pela alternância entre altas e baixas, determinada principalmente pelo desempenho instável das ações do setor de commodities. Os investidores dividiram as atenções entre indicadores econômicos e preços das matérias-primas no mercado internacional, além da expectativa de corte de juros no Brasil.

Mesmo com o petróleo em alta, as ações da Petrobras foram objeto de realização de lucros, em parte favorecida pelo anúncio de reajuste apenas do diesel - e não da gasolina -, que gerou certa controvérsia entre os analistas. Ao final do pregão, Petrobras ON teve queda de 1,52%, enquanto Petrobras PN recuou 0,57%. No acumulado da semana, as duas tiveram ganhos superiores a 3% e 5%, respectivamente.

A queda de 2,8% do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês, por sua vez, foi determinante para a correção das ações da Vale, que caíram 2,66% (tanto a ON como a PNA), arrastando com elas os papéis de siderurgia. Usiminas PNA recuou 2,83% e CSN ON, 3,59%.

Copom - A proximidade da reunião do Comitê Política Monetária (Copom), nos próximos dias, foi fator positivo que permeou os negócios durante toda a semana. O aumento das apostas em uma redução da Selic mais pronunciada gerou baixas no mercado futuro de juros e beneficiou não apenas as empresas mais expostas a juros, mas toda a bolsa. “A possibilidade de um afrouxamento mais forte beneficia a Bovespa não apenas por representar maior estímulo ao desempenho das empresas, mas também por aumentar a atratividade do setor de renda variável”, disse um operador. “Se o corte vier mesmo maior, talvez até em 0,75 ponto porcentual, a repercussão será muito positiva na bolsa”, afirmou.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, a maior baixa do dia foi de BRF ON. O papel teve queda de 4,76%, refletindo notícia sobre o aumento do imposto de importação pela Arábia Saudita para carne de frango in natura, de 5% para 20%. Na ponta contrária, Rumo Logística subiu 2,58% e liderou as altas do índice, refletindo perspectiva de aumento de investimentos públicos em infraestrutura no País. As ações de empresas com receita em moeda estrangeira aproveitaram a valorização do dólar e, também na contramão do mercado, avançaram. Fibria ON (+1,34%), Suzano PNA (+0,73%) e JBS ON (+0,70%) foram os destaques entre as exportadoras. (AE)

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