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DC RH

30/05/2013

No comando de equipes antes dos 30

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Jovens profissionais apostam no trabalho para driblar a inexperiência ao assumirem cargos de liderança .

 
Rafaela Nejm tinha só 23 anos quando aceitou a direção do setor de marketing do grupo Super Nosso
Rafaela Nejm tinha só 23 anos quando aceitou a direção do setor de marketing do grupo Super Nosso

A geração Y é marcada pela inquietação, tendo vontade de conquistar grandes metas e objetivos, em um curto espaço de tempo. Sendo assim, é cada vez mais comum profissionais, com no máximo 30 anos, ocuparem cargos estratégicos dentro das empresas, ou mesmo apesar da pouca idade, iniciarem o próprio negócio e comandarem uma equipe formada por dezenas e, até mesmo, centenas de pessoas. Para compensar a falta de know-how e experiência, jovens executivos em cargos de liderança se dedicam ainda mais ao trabalho.

Esse é o caso do gerente de Atendimento e Relacionamento da Totvs, empresa da área de tecnologia, Victor Bicalho, de 30 anos, que há uma década iniciou a sua trajetória como estagiário. "Você tem que provar a todo tempo a sua competência para ser reconhecido. Sempre me esforcei para mostrar que poderia entregar mais do que a minha idade indicava", relata ele, acrescentando que hoje tem cerca de dez profissionais, altamente qualificados, diretamente sob o seu comando.

Bicalho é graduado em Sistema de Informação, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). No entanto, para incrementar a sua gestão ele recorre a conhecimentos adquiridos quando tinha ainda menos idade, durante o ensino médio e formação em Administração na Escola Técnica de Formação Gerencial (ETFG), do Sistema de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG).

Na visão do gerente, um bom gestor é aquele que tenta conhecer, o mais profundamente possível, o perfil de cada pessoa que lidera. Dessa maneira, passa a ser possível identificar as competências e potencialidades de cada funcionário e, dessa maneira, atribuir a ele funções nas quais ele tenha possibilidades de obter melhor rendimento. "A proximidade da equipe é uma das formas de a organização alcançar sucesso", acredita.

Segundo a diretora de Marketing do Grupo Super Nosso/Apoio Mineiro, Rafaela Nejm, de apenas 24 anos, um bom gestor deve, acima de tudo, colocar a "mão na massa". Dessa maneira, ele se transforma em exemplo para o restante da sua equipe. Ela, que assumiu um dos cargos mais estratégicos na empresa da família, se graduou em direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas não se identificou muito com a carreira de advogada.

"Desde muito jovem sempre acompanhei o setor supermercadista com o meu pai. Além disso, sempre fui bastante detalhista e observadora e percebi que todas as minhas afinidades esbarravam na área de marketing e relacionamento com o cliente. Há pouco mais de um ano, meu pai me ofereceu o cargo e eu acabei aceitando o grande desafio", recorda-se. A fim de comandar com competência um dos mais importantes setores de um grupo, com objetivo de faturar R$ 1,6 bilhão apenas neste ano, Rafaela Nejm busca estar sempre por dentro das novidades do seu segmento.

Além disso, ela conta com o suporte de um consultor, com quem discute as principais ideias, projetos e ações que pretende implantar. "Em breve, pretendo também fazer uma pós-graduação e outros cursos na área de marketing. Sempre valorizei muito a educação formal, mas dou cada vez mais valor ao aprendizado prático do dia a dia, que nenhum livro é capaz de ensinar", salienta.


Equipe
- Também na linha de sucessão de uma empresa familiar, a diretora da Sorveteria Salada, Raquel Bravo Elias, de 34 anos, assumiu o posto com somente 24. Assim como Rafaela Nejm, ela também se viu à frente da responsabilidade assim que concluiu a graduação em Direito. Para compensar a pouca experiência, ela buscou se cercar de uma equipe qualificada, capaz de aconselhar de forma competente a sua tomada de decisão.

Atualmente no comando de uma organização que emprega 130 colaboradores, Raquel Elias preza por manter a essência do seu negócio, a produção de sorvetes de qualidade. Porém, ela observou a necessidade de inovar a gestão. De acordo com ela, quando a rede de sorveterias surgiu, há quase 27 anos, a administração estava muito concentrada nos proprietários. Hoje, cada área tem um gestor. No total, são 13, distribuídos em áreas como industrial, financeiro, marketing e recursos humanos (RH).

Além disso, a importância de mensurar os resultados se tornou ainda maior. A fim de manter o seu modelo de liderança sempre atual, ela procura inspiração em entidades, como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Jovem e o Instituto de Formação de Líderes (IFL).


Parceria
- O número de jovens empreendedores ingressando no mercado também está em expansão. Um exemplo de trajetória bem-sucedida é a do empresário Felipe Lobo. Com 28 anos, ele já é proprietário, ao lado de sócios, do restaurante Takê, no bairro Funcionários, e do Botequim Arantes, recém-inaugurado em Lourdes, ambos na região Centro-Sul. No total, as duas operações empregam cerca de 60 funcionários, com os quais Lobo afirma ter uma relação de parceria.

Ele afirma que, dessa forma, consegue driblar um dos principais gargalos que aflinge o setor de bares e restaurantes: a falta de mão de obra qualificada. De acordo com ele, muitos permanecem ao seu lado desde quando ele optou ele largou as faculdades de Administração e Engenharia de Produção, que cursava simultaneamente, para ingressar em um competitivo mercado. "Tento implantar ideias capazes de manter a equipe sempre motivada. Entre elas está a premiação de funcionários com melhor desempenho. Na minha visão, uma gestão jovem é mais ousada e receptiva em relação às novidades", justifica.

NÁDIA DE ASSIS


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