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DC Tecnologia

28/07/2015

Número de notificações incidentes de segurança cibernéticos cresceu 197%

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Que a era da internet multiplicou as possibilidades de negócios das empresas não há dúvidas. Mas o mesmo ambiente on-line que traz bons resultados, também pode ser a porta de entrada para hackers mal-intencionados. De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), o número de notificações de segurança cibernético cresceu 197% em 2014 em relação ao ano anterior. O dado coloca os empresários em alerta e chama a atenção para a importância de medidas de segurança na web.

Notificações

A pesquisa do CERT.br mostra que foram registradas no Brasil 1.047.031 notificações de ataques cibernéticos em 2014. Desse total, mais de 40% são notificações de tentativas de fraudes. Já os casos de páginas falsas de bancos e de comércio eletrônico cresceram 80% e os de páginas falsas não relacionadas com fraudes financeiras, como as de serviços de webmail e redes sociais, aumentaram 73%.

Para o professor do curso de Sistemas de Informação da Faculdade Cotemig, Alexandre Sibalszky, esse aumento de ataques é reflexo de vários fatores, sendo o principal deles o crescimento do comércio eletrônico. "As pessoas estão comprando muito on-line e as empresas estão utilizando mais a internet para fins comerciais. Além disso, os consumidores têm comprado mais aparelhos eletrônicos e acessando aplicativos de bancos e fazendo compras pelo celular", afirma.

De acordo com o professor, entre os riscos da internet para as empresas está o vazamento de informações. Isso pode acontecer tanto por meio de troca de e-mails, conferências por video-chat e até pelo acesso direto ao computador de um funcionário distraído, que sai de sua estação de trabalho e não ativa nenhum tipo de bloqueio. "Pessoas mal intencionadas podem se aproveitar disso para ter informações privilegiadas de estratégias e repassá-las para um concorrente", diz.

Outro risco para as empresas é a invasão de dados de clientes e fornecedores. Segundo Sibalszky, há hackers que se passam pela empresa que foi vítima do ataque, chegando a negociar - com clientes e fornecedores - depósitos e transferências bancárias. "Eles entram em sites e servidores, conseguem acesso ao banco de dados e usam as informações em benefício próprio por meio de e-mails falsos", explica. Segundo ele, sites de bancos e de empresas com comércio eletrônico são os mais visados.

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Acesso - O professor explica que os hackers entram nas redes por "portas lógicas". Por meio de softwares maliciosos, eles vão testando várias senhas até que conseguem "quebrar a fechadura" dessas portas e ter acesso à rede. Ele destaca que, muitas vezes, o hacker não causa prejuízo imediato, mas deixa uma espécie de espião, que vai coletando informações de interesse. "Por isso é importante uma análise constante de tráfego da rede, a fim de verificar quem está acessando o servidor", frisa.

Ele destaca que o firewall é um equipamento indispensável para qualquer empresa de médio ou grande porte, pois é ele quem filtra a entrada e saída de usuários na rede. Sibalszky lembra que muitas empresas ficam preocupadas em comprar novos equipamentos, mas não entendem a importância de investir em segurança. "A empresa não tem um porteiro que filtra entrada e saída das pessoas?  a mesma coisa na internet: é preciso ver se o acesso ao banco de dados está bem gerenciado", exemplifica.

Apesar do alerta, o professor destaca que o medo dos ataques cibernéticos não pode paralisar a empresa e nem impedi-la de evoluir nas tecnologias que utilizam a web. Ele destaca que é impossível estar 100% livre de ataques, pois assim como a tecnologia melhora, os hackers também se especializam. Para ele, a solução é mesmo se prevenir. "Os empresários que ficarem com medo de usar a internet vão perder o bote e não vão crescer. O que eles precisam fazer é se cercar de recursos tecnológicos na área de segurança e lembrar que essa é uma área que precisa de investimento sempre", analisa.



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