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Opinião

09/08/2018

O futuro do trabalho na Era 4.0

Rafael Carvalho*
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Nos próximos 10 anos, cerca de 40% das empresas do mundo não vão mais existir. O motivo? A quarta revolução industrial que está acontecendo neste exato momento. Também conhecida como a Era 4.0, essa nova forma de pensar o trabalho está começando a ser moldada e reúne empresas que englobam ao seu processo produtivo inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação. A partir da internet das coisas, conexões super-rápidas e inteligência artificial a produção tende a se tornar cada vez mais eficiente, autônoma e customizável. Quem não acompanhar, certamente ficará de fora do mercado.

Para se ter uma noção da chamada internet das coisas, há mais máquinas conectadas no mundo do que pessoas. A consultoria IDC estima que, atualmente, há cerca de 14,9 bilhões de aparelhos conectados na internet. Em 2025 o número deve chegar a incríveis 82 bilhões. E não se trata de smartphones e notebooks, mas sim de máquinas operando nas mais diversas indústrias ou serviços.

Vivemos um momento de transformação em que a conectividade e a tecnologia entram muito forte em nossas vidas, não apenas para promover lazer e entretenimento, mas também na relação com o trabalho. Já é comum, por exemplo, utilizarmos e-mail e WhatsApp para resolver tarefas, mas este é apenas um primeiro e pequeno passo em direção a esse mundo conectado.

Quando todos os processos começarem a se automatizar, com machine learning, big data e outras ferramentas, um passo ainda maior será dado. O que antes era formado por uma linha de produção, com cadeia de valor, hoje começa a ser substituído pelos chamados sistemas físico-cibernéticos. Ou seja, o digital, o físico e o biológico se juntam para que o homem e a máquina automatizem a produção.

É evidente que essa revolução está no início. A relação mais íntima das pessoas com a conectividade começou com o lançamento do primeiro iphone, em 2007, evoluiu com a chegada de mais funcionalidade para os smartphones, em 2010, mas a Era 4.0 começou verdadeiramente em 2016 com a explosão da conectividade.

É um momento novo, em que todos estão tentando entender o que significa. Principalmente as empresas. Há nitidamente uma angústia nas corporações por conta da necessidade de mudança de mindset e cultura. É preciso trazer outras formas de abordagem para os negócios, pois as empresas 4.0 não são apenas aquelas que implementam tecnologia, mas as que entendem como tecnologia e pessoas trabalham juntas.

No caso específico do Brasil, os profissionais estão buscando aprofundar-se sobre esse período de transição. Em recente evento promovido pela Amcham Belo Horizonte sobre o futuro do trabalho na Era 4.0, o CEO da Inova Consulting e da Inova Business School, Luis Rasquilha, destacou que o País ainda tem um longo caminho para trilhar, com burocracias e regulamentações que precisam ser revistas. Disse, ainda, que é preciso ter consciência de que essa mudança aconteceu para valer e não existe mais, por exemplo, proibir aplicativos de transporte ou barrar produção de carros elétricos, pois não tem como parar este futuro.

O que é importante é procurar dar os passos certos para não estar do lado errado da história quando tantas empresas fecharem por não se adaptar. O primeiro ponto é pensar como essa nova era mudou a área em que atua e quais iniciativas de outras empresas mostram essas mudanças. A segunda dica é procurar mais conhecimento sobre o tema. E isso é possível de diversas formas: em universidades, junto aos parceiros, clientes ou consultores. Por fim, inicie dentro da empresa uma jornada por esse conhecimento e por essa transformação.

E não pense que a Era 4.0 está limitada apenas às grandes corporações. As empresas não se medem mais pelo tamanho, mas pela sua inteligência corporativa de fazer as coisas. O empreendedor solitário ou a megacorporação de 20 mil pessoas estão na mesma pauta. Claro que uns com mais impactos que outros, mas cada qual com suas vantagens.

Enquanto uma pequena empresa tem mais agilidade para promover mudanças, a grande tem mais recurso financeiro para aplicar. O importante é entender que a mudança chegou e pode começar a ser aplicada por todos.  

* Superintendente da Amcham Belo Horizonte

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