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Viagem nossa de cada dia

29/10/2016

O turismo e sua relação com a tecnologia e a inovação

Bruno Guimarães*
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A mudança que a tecnologia e a inovação trouxeram à rotina das pessoas é um fato mais do que perceptível em diversos segmentos da economia; ou seria melhor dizer “em todos os segmentos”! Esse novo cenário promoveu uma drástica alteração na forma de consumo e sobre este assunto poderíamos escrever textos intermináveis. No entanto, que tal avaliar o impacto dessas mudanças no segmento do turismo?

Esse novo cenário (não tão novo assim) dentro da cadeia produtiva do turismo tem sido frequentemente assunto de diversas discussões, principalmente em relação à interferência da tecnologia dentro do turismo, seus pontos positivos, negativos e também pelas possibilidades que ela proporciona para as pessoas em viagem, como autonomia, velocidade, conectividade, integração, segurança, entre outros.

Para mensurar essa mudança, uma reflexão rápida de volta ao passado, passando pelo presente e com uma pretensão de projeção do futuro pode nos ajudar. O processo de definição de uma viagem há 30 anos era outro, pois havia pouca influência da tecnologia, ou seja, escolhíamos um destino pelo orçamento previsto após um longo período de economia, a partir de relatos de experiências positivas compartilhadas pelos familiares, amigos e pelas tradicionais agências e operadoras de turismo. E quando chegávamos ao destino, tínhamos guias locais, taxistas, pontos de informações e recepcionistas dos hotéis. As possibilidades de experiências eram limitadas em comparação ao que temos hoje, o que não significa dizer que as viagens eram piores, pois no passado as viagens eram um mega evento que necessitava de muitos preparativos e de antecedência.

No cenário de hoje, para os apaixonados por viagem, viajar continua sendo um grande acontecimento. Sendo assim, o que mudou? Já não precisamos mais de tanto tempo para programar, hoje as informações estão ao nosso alcance, ou melhor, nas nossas mãos! Agora conseguimos fazer uma viagem de última hora para qualquer lugar do mundo, temos a sensação de que o mundo ficou menor, assim como diz o livro, ‘O Mundo é Plano - Uma História Breve do Século XXI’, escrito em 2005 por Thomas Friedman.

Parece ser unânime que a tecnologia auxilia muito, mesmo não dispensando as tradicionais informações de amigos, familiares, taxistas, motoristas de Uber, agentes de viagens, guias, recepcionista de hotel, entre tantos outros. Temos de fato a sensação de maior poder de escolha, pois são diversas as opções como site, blogs, apps, push e mídias sociais.

Dependendo da necessidade é possível às vezes estar em três capitais nacionais no mesmo dia, programar uma viagem de última hora e consumir o turismo de forma segura e rápida, tudo isso com ajuda da tecnologia. Mas, quando analisamos esse cenário e comparamos o Brasil com outros países, percebemos que infelizmente não estamos tão preparados.

Há um potencial enorme para ampliar o entendimento, compartilhamento e crença quanto à importância da tecnologia no cenário atual e futuro. Indiscutivelmente, o mercado hoteleiro nacional atravessa um momento de amadurecimento, mas não será possível evoluir sem entender que o mundo mudou e melhor do que lamentar as mudanças e crises, é preciso utilizar a tecnologia a nosso favor. Será que os altos custos da tecnologia no turismo não são provocados pela incapacidade de entendimento e investimento em tecnologia? Será que não é a hora de entender que o investimento em tecnologia é um processo de inovação que, além de proporcionar a melhoria da experiência da viagem das pessoas, inevitavelmente ou com certeza, irá trazer benefícios de médio a longo prazo para a saúde financeira de toda a cadeia produtiva do turismo?

A tecnologia traz a oportunidade de aproximar as pessoas, os clientes, parece ser antagônico, mas com a tecnologia é possível encurtar as distâncias, diferenças culturais e entender com muito mais assertividade quais são os comportamentos e o desejo das pessoas. Esse novo cenário é muito mais complexo do que antes e depende de muito investimento, mas o resultado também possui possibilidades superiores para as viagens a lazer ou a negócio!

E no futuro? Continuaremos a contar com a ajuda das pessoas, pois serviços e experiências dependem muito da relação humana, mas é preciso abrir a mente para conviver com essa mudança. Vamos pensar e debater mais esse tema?

*Diretor de Marketing e Vendas da Vert Hotéis

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