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Internacional

21/09/2017

OCDE aponta em relatório que o crescimento global pode ter fôlego curto

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Paris - Um impulso no crescimento econômico global terá fôlego curto, a menos que governos gastem mais em projetos para reforçar a produtividade e conduzam reformas que lidem com o legado da crise financeira, incluindo o problema das companhias “zumbis”, aquelas que não geram receita suficiente para pagar suas dívidas. Este é o veredicto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em seu relatório trimestral, no qual a entidade sediada em Paris divulgou ontem novas projeções.

O documento é publicado no momento em que importantes bancos centrais preparam-se para retirar medidas de estímulos, o que dá aos políticos a responsabilidade de enfrentar problemas duradouros de investimento insuficiente, produtividade fraca e crescimento modesto nos salários, além dos altos níveis de desigualdade de renda.

A OCDE afirmou que a economia global deve crescer 3,5% neste ano e 3,7% no próximo, acima dos 3,1% de 2016. Ela manteve suas projeções para os EUA, mas elevou as de França e Itália, embora continue a esperar que a Alemanha lidere a recuperação na zona do euro. Agora, a OCDE espera que a França cresça 1,7% neste ano e 1,6% no próximo, enquanto a Itália deve avançar 1,4% e 1,2%, respectivamente. “As forças contrárias na atividade com a recente valorização do euro devem ser modestas”, afirmou.

Bancos centrais têm gastado há nove anos para apoiar o crescimento na demanda, mas a OCDE agora deseja mudar o foco para políticas que impulsionem a oferta. “Nós queremos exortar os formuladores das políticas que façam reformas necessárias para garantir o crescimento na produtividade, para que ele seja mais robusto adiante”, afirmou Catherline Mann, economista-chefe da OCDE que trabalhou no Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O único corte significativo nas projeções ocorreu em relação à Índia, em reflexo ao impacto de um novo imposto sobre bens e serviços no país. A entidade espera que a economia indiana cresça 6,7% neste ano e 7,2% no seguinte.

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