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11/01/2017

Olimpo abre unidade na Capital

Colégio atuará como pré-vestibular em sua primeira fase de operação em BH
Thaíne Belissa
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Bernadelli: BH contará com o curso pré-vestibular/Alisson J. Silva
Alvo de verdadeiras disputas entre escolas, o mercado de pré-vestibulares acaba de ganhar mais um concorrente de peso em Belo Horizonte. Criado há doze anos em Goiás, o Olimpo segue na linha de escola de performance, que prioriza cargas horárias extensas, conteúdos aprofundados e preparação pesada para o vestibular. Voltado principalmente para alunos da classe alta e que querem prestar vestibular para cursos concorridos, o colégio está se instalando no bairro Mangabeiras, região Centro-Sul da Capital. O valor do investimento na estrutura não foi divulgado, mas a expectativa para a operação é de expansão rápida com ampliação do atendimento para ensinos fundamental e médio. A meta é alcançar 1200 alunos em quatro anos.

O diretor do Olimpo, Rodrigo Bernadelli, explica que a expansão para a capital mineira foi um movimento natural para o colégio, que já está presente em outras cinco cidades e tem a meta de expandir para as principais capitais do País. Além da sede em Goiás, o Olimpo também está presente em Brasília, Palmas, Cuiabá e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Em todas as unidades o colégio oferece, além do pré-vestibular, turmas de ensino médio e fundamental com o mesmo projeto pedagógico que segue a linha de escola de performance. “Esse conceito inclui o desenvolvimento de conteúdo aprofundado, carga horária alta com aulas de manhã e à tarde e simulados semanais com foco no Enem e em outros vestibulares de renome nacional”, explica.

Além de estar na rota de expansão do colégio, Belo Horizonte também se mostrou como uma grande oportunidade, segundo o diretor. Ele não revela o valor do investimento na estrutura, mas explica que a unidade foi possível por meio de um investidor local e de um espaço muito bem localizado na cidade. “O bairro Mangabeiras é uma região nobre de Belo Horizonte, então foi uma excelente oportunidade. Além disso, acreditamos que há um público na cidade que enxerga esse conceito de escola de performance como um produto necessário para a família”, analisa. Segundo ele, o empreendimento gerou 50 empregos na Capital.

De acordo com o diretor, a unidade de Belo Horizonte vai contar, a princípio, apenas com o pré-vestibular. A ideia é apresentar a marca ao público belo-horizontino e, só depois, ampliar o atendimento para os ensinos fundamental e médio. Segundo Bernadelli, o pré-vestibular oferece um curso extensivo cuja mensalidade custa R$ 1.350 já com o material didático. O curso é voltado principalmente para alunos que pretendem prestar vestibular para cursos concorridos, como medicina, direito e engenharias. A meta do diretor é atender, em 2017, cerca de 80 a 90 alunos.

Bernadelli sabe que o segmento tem grandes concorrentes na cidade, mas ele está confiante no modelo do Olimpo que tem um público bem direcionado. Além disso, ele explica que já teve uma experiência no segmento de educação em Belo Horizonte e, por isso, criou laços importantes com professores de renome na cidade e que estão sendo levados para o pré-vestibular.

Outra estratégia de marketing que deve ajudar o colégio a ganhar notoriedade na cidade são seus resultados. De acordo com Bernadelli, em 2016 o Olimpo teve 900 alunos aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Além disso o colégio ocupa a décima posição no ranking de escolas que, no Enem 2016, tiveram taxas maiores que 60% de permanência. A taxa foi criada pelo governo federal para impedir a maquiagem de resultados das escolas e indica quantos alunos fizeram o ensino médio na instituição e quantos foram matriculados apenas no último ano.

Bernadelli afirma que a estratégia do Olimpo é fazer do colégio de Belo Horizonte uma unidade autossustentável. Ele afirma que o investimento inicial será suficiente para viabilizar a operação do pré-vestibular e, em dois anos, garantir a expansão para os ensinos fundamental e médio. De acordo com ele, a expectativa é lançar primeiro o ensino médio, em 2018, e no ano seguinte o ensino fundamental. Ele adianta que as escolas não deverão ficar no mesmo lugar que o pré-vestibular e provavelmente serão em Nova Lima e Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A expectativa é que, até 2021, a escola atenda 1200 alunos.

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