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Internacional

12/10/2017

Opep não consegue conter produção

AE
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Genebra, Suíça - A produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cresceu em quase 90 mil barris por dia (bpd) em setembro, dificultando os esforços do cartel de conter o excesso de oferta global da commodity.

No mês passado, a Opep produziu 32,75 milhões de bpd, 0,27% mais do que em agosto. O aumento foi impulsionado pelos resultados da Líbia, Nigéria, Iraque e Gabão, segundo relatório mensal da Opep divulgado na quarta-feira (11).

Desde o começo do ano, Opep e dez países que não pertencem ao cartel vêm buscando reduzir sua produção combinada em 1,8 milhão de bpd, como parte de um acordo que ficará em vigor até março de 2018. Os esforços de conter a oferta, porém, foram parcialmente prejudicados pelo avanço da produção na Líbia e Nigéria, dois integrantes da Opep que foram excluídos do pacto, uma vez que suas indústrias petrolíferas vinham sendo afetadas por conflitos locais.

O documento da Opep veio após a Arábia Saudita, principal integrante do cartel, anunciar que vai diminuir suas exportações em 7% em novembro ante igual mês do ano passado. A atitude dos sauditas ajudou a impulsionar os preços do petróleo Brent e WTI nos negócios de terça-feira.

Extensão do acordo - Há várias semanas, a Arábia Saudita vem dando sinais de que está aberta a uma eventual extensão do acordo de corte na produção, possivelmente até o fim do ano que vem.

No relatório de quarta-feira, a Opep também aponta um aumento de 31 mil bpd na produção de países de fora do grupo em setembro, impulsionado em parte pelo resultado dos EUA.

A Opep também elevou sua projeção de oferta mundial de petróleo em 41 mil bpd, a 96,5 milhões de bpd. Além disso, o cartel revisou para cima suas previsões de demanda para este e o próximo ano, em cerca de 30 mil barris em ambos os casos. Sua expectativa agora é que a demanda cresça 1,5 milhão de bpd em 2017 e 1,4 milhão de bpd em 2018.

Já os estoques comerciais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) recuaram pelo quarto mês consecutivo em agosto, a 2,996 bilhões de barris, informou o cartel. Esse nível, contudo, permanece 171 milhões de barris acima da média dos últimos cinco anos, meta perseguida pela Opep.

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