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Internacional

30/08/2017

País acusa EUA de o conduzir a "um nível extremo de explosão"

Embaixadores discutem na ONU ameaça bélica
Reuters
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Míssil disparado pela Coreia do Norte na segunda-feira sobrevoou o Japão e assustou/KCNA/Divulgação
Genebra, Suíça - A Coreia do Norte acusou ontem os Estados Unidos de conduzirem a península coreana a “um nível extremo de explosão”, e considerou ser justificado responder com “contramedidas duras”.

A declaração combativa do regime norte-coreano ocorreu horas após a Coreia do Norte lançar míssil balístico que sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido, gerando forte reação por parte do Japão, dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, além de outros Estados.
O embaixador da Coreia do Norte na ONU em Genebra, Han Tae Song, não se referiu explicitamente ao mais recente teste de seu país, mas afirmou que a “pressão e atos provocativos” dos EUA apenas dariam mais terreno para medidas não especificadas.

“É um fato inegável que os EUA estão levando a situação da península coreana a um nível extremo de explosão, implantando imensos ativos estratégicos em torno da península, conduzindo uma série de exercícios de guerra nuclear e mantendo congelamento nuclear e chantagens por mais de meio século”, falou Han à Conferência sobre Desarmamento em Genebra.

Temores têm crescido sobre o desenvolvimento de mísseis e armas nucleares por parte da Coreia do Norte desde que Pyongyang testou um míssil balístico intercontinental em julho. Os temores pioraram após Trump alertar que a Coreia do Norte enfrentaria “fogo e fúria” caso ameaçasse os EUA.

Exercícios militares entre EUA e Coreia do Sul, atualmente ocorrendo na península coreana, são parte de “polícia hostil de longa data dos EUA” em direção à República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte), pontuou Han.
“Agora que os Estados Unidos declararam abertamente sua intenção hostil contra a República Popular Democrática da Coreia, travando agressivos exercícios militares conjuntos apesar de repetidos avisos, meu país tem toda razão em responder com duras contramedidas, como um exercício de seu direito de autodefesa”, disse Han. “E os Estados Unidos devem ser inteiramente responsáveis pelas consequências catastróficas que elas implicarão”, acrescentou.

Preocupação - O embaixador de desarmamento dos EUA, Robert Wood, falando a jornalistas, afirmou que o teste da Coreia do Norte era “outra provocação” e “grande preocupação” a ser discutida pelo Conselho de Segurança da ONU, ainda ontem.
“Meu país e eu sabemos um número de outros países que vão continuar demandando que a Coreia do Norte encerre esses atos provocativos e tome um caminho diferente”, apontou Wood ao fórum. Os Estados Unidos têm um “comprometimento de ferro com seus aliados”, acrescentou.

Tanto Wood quando o enviado da Coreia do Sul, Kim Inchul, pediram que Pyongyang retome as negociações sobre desistir de seu arsenal nuclear. “A desnuclearização é o único caminho em direção a garantir a segurança e a viabilidade econômica, em vez de continuar com provocações que são inaceitáveis», disse Kim.

O enviado do Japão, Nobushige Takamizawa, condenou o teste de míssil notando que ele também representou um perigo à aviação e à navegação.

Lançamento - O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, liderou o lançamento do míssil balístico de médio alcance Hwasong-12, na terça-feira, em um exercício para conter os exercícios militares conjuntos de Estados Unidos e Coreia do Sul, informou ontem (horário local) a agência norte-coreana oficial de notícias KCNA.

“O atual foguete balístico lançado em exercício como uma guerra real é o primeiro passo da operação militar da KPA (Forças Armadas norte-coreanas) no Pacífico e um prelúdio significativo para conter Guam”, disse Kim, segundo a KCNA.

A Coreia do Norte ameaçou disparar quatro mísseis Hwasong-12 para o mar perto do território dos EUA no Pacífico em Guam neste mês, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, falou que a Coreia do Norte enfrentaria “fogo e fúria” se ameaçasse os Estados Unidos.

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