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Agronegócio

08/06/2018

Para agropecuária mineira, queda de juros do crédito rural foi avanço

Redução média chegou a 1,5 ponto percentual
Michelle Valverde
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Taxas para financiamento de investimento ficaram entre 5,25% e 7,5% ao ano/New Holland/Danielle Fiori
O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para a safra 2018/19, anunciada na última quarta-feira agradou, em parte, o setor agropecuário de Minas Gerais. A redução média dos juros em torno de 1,5 ponto percentual foi considerada um fator positivo. Apesar de a redução ter sido menor que a demanda, em função da atual conjuntura econômica do País, a queda dos juros foi bem-aceita. Já o valor destinado à subvenção do seguro agrícola, R$ 600 milhões, deixou a desejar, uma vez que o pedido do setor era de R$ 1,2 bilhão. O seguro é considerado fundamental para a produção, já que em casos de perdas, o produtor mantém a renumeração necessária para reduzir prejuízos e continuar na atividade.

A partir de 1º de julho os produtores de Minas Gerais poderão recorrer às instituições financeiras para ter acesso ao crédito rural da safra 2018/19. O Plano Agrícola e Pecuário irá disponibilizar R$ 194,37 bilhões para todo o País, aumento de 3,2% frente aos R$ 188,4 bilhões disponibilizados na safra 2017/2018.

A coordenadora da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, explica que a entidade mineira, junto à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e demais entidades estaduais, levantou as principais demandas dos produtores e dos setores do agronegócio para contribuir para a elaboração do PAP. Dentre as solicitações, estavam a redução da taxa de juros, o aumento do volume de crédito e a ampliação do valor destinado ao seguro rural.

“Em termo de valor, o PAP 2018/19 veio abaixo do que o setor tinha demando, mas apresentou alguns avanços, como a queda dos juros”, disse Aline.

A redução em torno de 1,5 ponto percentual da taxa de juros foi avaliada como positiva pelo setor. A proposta era de uma queda de 3,5 pontos percentuais. Porém, diante o cenário econômico nacional, a diminuição de 1,5 p.p agradou. “O setor tinha uma expectativa de maior redução na Selic, mas a situação do País não vai permitir isso. Por isso, a taxa de juros anunciada é a mais acessível que podemos ter no momento”, explicou.

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Valor destinado à subvenção não atendeu ao setor


Com a redução, as taxas de juros de custeio caíram para 6% ao ano para os médios produtores, com renda bruta anual de até R$ 2 milhões, e para 7% ao ano para os demais. Já as taxas para os financiamentos de investimento ficaram entre 5,25% ao ano e 7,5% ao ano. Parte dos recursos captados em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) será destinada ao financiamento complementar de custeio e de comercialização, com juros de até 8,5% ao ano.

Outro ponto favorável foi a elevação dos recursos destinados à avicultura e à suinocultura, setores que estão amargando perdas.

O aumento dos recursos para a linha de investimento também foi positivo para o setor. Dentre elas, destaque para o financiamento de construção de armazéns nas propriedades de pequenos e médios produtores. Os recursos do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC), também foram ampliados, passando de R$ 2,2 milhões para R$ 5 milhões.

Outra alteração positiva ocorreu no Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), com aumento do limite de financiamento.

“O aumento do crédito e a melhoria das condições para acessar recursos dos programas de investimentos, do ABC, do Inovagro e da linha para a construção de armazéns são importantes para que o produtor consiga investir e ter melhor resultado nas fazendas. No caso da construção de armazéns, por exemplo, o produtor consegue estocar a safra e traçar estratégias para uma melhor comercialização”.

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