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Política

15/11/2017

Para atender à base, Temer deverá trocar 17 ministros

Reforma pode garantir votos para aprovar a PEC da Previdência
Reuters
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Jucá defende um entendimento com os partidos aliados/Valter Campanato/ABr
Brasília - O presidente do PMDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), disse na terça-feira que o presidente Michel Temer fará uma “ampla” reforma ministerial que contemplará os partidos da base aliada para garantir os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. “É muito importante que esse entendimento possa ser construído com os partidos políticos e com a Câmara até para aprovar e agilizar a votação das reformas”, disse o senador.

Para Jucá, a saída do ministro das Cidades, o deputado tucano Bruno Araújo (PE), precipitou as mudanças na Esplanada e o presidente vai avaliar como fazer a reforma ministerial. Ele contabilizou que há 17 ministérios que ficarão vagos, porque seus titulares deixarão os cargos para disputar eleições em 2018.

Em sintonia com o Planalto, o peemedebista disse que não adianta fazer uma reforma ministerial agora e outra em março. “Seriam ministros festivos, que ficariam no cargo só no Natal, Réveillon e Carnaval. Só tem feriado daqui para a frente”, disse.

Pela legislação, os titulares de ministérios que pretendem se candidatar nas eleições do ano que vem precisam se desincompatibilizar dos cargos até o início de abril.

Jucá classificou o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, como um “bom nome” para ocupar o Ministério das Cidades. Ele, que já foi ministro da pasta, é apadrinhado pelo PP para voltar ao comando do ministério. Jucá afirmou que é preciso colocar gente experiente no cargo porque há pouco tempo.

O presidente do PMDB afirmou que quando se faz esse tipo de “ajuste” na equipe ministerial se leva em conta o apoio que os partidos aliados podem dar ao governo.

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Previdência
- Jucá disse esperar que a reforma da Previdência seja votada na Câmara dos Deputados ainda neste ano e que possa ser analisada pelo Senado no início do próximo ano. Na sua avaliação, se os deputados não votarem a proposta ainda em 2017, fica difícil analisá-la em 2018, porque o calendário de apreciação da matéria ficará “curto”.

Segundo o peemedebista, nesse cenário, a votação da reforma ficará para depois da eleição de outubro, o que vai diminuir a condição do próximo governo de fazer um ajuste fiscal e equilibrar as contas públicas para desempenhar um bom governo. “A Previdência não é para o presidente Temer, é para os próximos governos”, argumentou.

Legado - Em um recado claro aos tucanos, Jucá, afirmou na terça-feira que o partido terá candidato próprio à Presidência da República para defender o legado do presidente Michel Temer, se o PSDB ou demais partidos da base aliada lançarem presidenciáveis que não sigam nessa linha de atuação eleitoral.

“Todos os partidos da base vão defender? Isso o PSDB é que vai ter que decidir. Se não tiver ninguém para fazer essa defesa, o PMDB não vai ficar órfão da defesa desse legado. O PMDB vai lançar um candidato a presidente da República para fazer a defesa desse legado”, disse Jucá a jornalistas.

Desde as eleições gerais de 1994, o PMDB - maior partido do País - não lança um candidato a presidente da República. Na ocasião, concorreu com o ex-governador paulista Orestes Quércia.

Para Jucá, o legado econômico do governo será a “espinha dorsal” do debate eleitoral no próximo ano. Ele disse que o PSDB vive um dilema se vai sair ou não do governo, se vai ou não defender as conquistas econômicas.

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