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Opinião

12/04/2018

Para onde vai Minas Gerais

Carlos Eduardo Orsini*
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O que está acontecendo com a nossa terra!
Perdemos a hora da vez!
Perdemos “o bonde”!
Perdemos o rumo de nossas origens, vocações e potencialidades!
Perdemos, afinal, o mercado criado há séculos, que inclusive leva em conta a nossa própria marca,  Minas Gerais!!!

O que nos preocupa hoje é o setor mineral, principalmente o minério de ferro.
Senão vejamos: a Vale S/A, passando a operar o fantástico Projeto S11D na região de Carajás, passa gradativamente a transferir de sua carteira de exportação mundial cerca de 100 milhões de toneladas anuais de Minas Gerais para o Pará; a Samarco, que tinha uma produção de 25 milhões anuais de “pellets”, mobilizando uma grande infraestrutura produtiva no Estado, se encontra paralisada há cerca de 2 anos e meio, em função do acidente da barragem do Fundão; a Anglo American, com o recente acidente no seu mineroduto, vem paralisar sua produção pelo menos por 3 meses para uma capacidade instalada de 25 milhões, que se destinaria também para a produção de “pellets”.

Essas perdas produtivas incidem diretamente na economia do Estado e municípios mineradores, paralisando toda uma infraestrutura que mobiliza milhares de pessoas, empresas fornecedoras, etc.

Minas deixa de liderar a produção mineral no Brasil. Desconfigura sua imagem internacional responsável pela atração de diversos empreendimentos e complementaridades no setor.
Com a paralisação da Samarco e da Anglo American, perde-se também um mercado conquistado com muito esforço e investimentos que é dos “pellets de minério de ferro”, que sem qualquer dúvida representa um dos produtos minerais que agrega valor a essa commodity.

Está passando a hora de ressuscitarmos o setor mineral em nosso Estado!
Vamos aproveitar as forças inovadoras da Agência Nacional de Mineração (ANM), recém-criada, para dar uma nova roupagem ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), mesmo sabendo que durante sua vida muito contribuiu para o desenvolvimento da mineração no Brasil.

Vamos aproveitar o momento em que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Semad aprova uma DN-217, fundamentada na racionalidade e na desburocratização de conceitos enraizados, que travaram por muito tempo os processos de licenciamento desse setor.

Vamos, por fim, aproveitar a nova consciência do minerador e empreendedor responsável que pratica a sustentabilidade como elemento fundamental da proteção dessa natureza da qual também é a sua matéria-prima.

* Engenheiro de Minas e Metalurgia e Ambientalista - Diretor do Grupo YKS-CEO

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