Publicidade
28 de June de 2017
Login
Entrar

Internacional

17/05/2017

Parlamentares cobram de Trump revelações à Russia

Reuters
Email
A-   A+
Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi pressionado ontem por parlamentares, inclusive seus colegas republicanos, para explicar por que compartilhou informações altamente sigilosas com autoridades de primeiro escalão da Rússia durante uma reunião no Salão Oval da Casa Branca na semana passada.

Funcionários norte-americanos afirmaram que Trump debateu dados de inteligência sobre o Estado Islâmico com o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e com o embaixador russo, Sergei Kislyak, no encontro de quarta-feira passada.

As fontes contaram que a informação foi fornecida por um aliado dos EUA na luta contra o grupo militante. O jornal The New York Times identificou o aliado como Israel, mas duas fontes de segurança nacional dos EUA disseram duvidar da reportagem.

As revelações abalaram o governo, que se esforça para superar a repercussão negativa da decisão de Trump de demitir abruptamente o diretor do FBI, James Comey, cuja agência investigava laços em potencial da Rússia com a campanha presidencial de 2016 de Trump.
O Comitê de Inteligência do Senado pediu à Casa Branca que lhe forneça mais informações sobre os relatos de que Trump deu informações de inteligência aos russos, informou uma porta-voz do colegiado.

Investigadores do Congresso devem pedir cópias de quaisquer notas que tenham sido tomadas durante a conversa, segundo uma fonte congressista.

Embora não seja inédito, é um privilégio raro um chanceler ter acesso a conversas bilaterais com um presidente norte-americano no Salão Oval.

Principal diplomata de Moscou, Lavrov é o representante de política externa da Rússia, muitas vezes, radicalmente diferente dos objetivos de Washington na Síria e na Europa.
Trump disse no Twitter ontem que tem o “direito absoluto” de compartilhar fatos com a Rússia para que o país possa ser mais ativo no combate aos militantes do Estado Islâmico.

“Como presidente, eu quis compartilhar com a Rússia (em uma reunião aberta planejada na Casa Branca), o que tenho o direito absoluto de fazer, fatos relativos ao terrorismo e à segurança de voos. Razões humanitárias, e, além disso, eu quero que a Rússia aumente sua luta contra o Estado Islâmico e o terrorismo”, escreveu Trump no Twitter.

O grupo radical é um inimigo comum de Moscou e Washington.

Risco à cooperação - Os presidentes dos EUA têm autoridade para revelar até as informações mais sigilosas à vontade, mas autoridades norte-americanas e de aliados afirmaram que, ao oferecer informações a Moscou, Trump colocou em risco a cooperação de um parceiro que possui inteligência sobre o grupo extremista.

O conselheiro de segurança nacional de Trump, H.R. McMaster, disse que o líder norte-americano desconhecia a fonte da informação que revelou aos russos.

A deputada republicana Barbara Comstock pediu uma reunião a portas fechadas para que os parlamentares sejam informados da situação.

Já seu colega Elijah Cummings, o democrata mais graduado do Comitê de Reforma e Supervisão Governamental da Câmara dos Deputados, considerou que a revelação de Trump só reforça o clamor de seus correligionários por uma investigação independente.
A turbulência vista na Casa Branca nas últimas semanas ofuscou prioridades legislativas dos republicanos, como as reformas tributária e da saúde.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

28/06/2017
EUA: FMI reduz previsão de avanço do PIB a 2,1%
Com isso, cai a confiança nos planos de corte de impostos e de gastos fiscais do governo Donald Trump
28/06/2017
Fed vê sistema financeiro saudável
São Paulo - O sistema financeiro norte-americano está muito mais “seguro e saudável” após a crise financeira de 2008, afirmou ontem a presidente do Federal...
27/06/2017
Suprema Corte admite veto de migrantes
Decisão é vitória de Trump, permitindo proibição de entrada de refugiados e cidadãos de países muçulmanos
27/06/2017
Excesso de recalls leva a japonesa Takata Corp a ser comprada pela rival
Tóquio - A japonesa Takata Corp, a empresa no centro do maior recall de produtos da indústria automobilística, pediu recuperação judicial nos Estados Unidos e...
27/06/2017
Ministério dos Transportes da Alemanha quer novos softwares em 12 milhões de carros a diesel
Berlim - O Ministério dos Transportes da Alemanha está exigindo que fabricantes de automóveis atualizem o software de gerenciamento do motor em até 12 milhões...
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.