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Sucesso Empresarial

26/02/2016

Parte II - Cuidados para a sucessão não falhar

Anuar S. Mattar*
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A queda do império

O filho amado, criado com todo o carinho e esmero, sem sofrer as agruras do pai, nunca esteve pronto para lutar como seu pai ou seu avô materno. Não tinha as características necessárias, nem a fibra e nem o tino comercial.

Inteligente era, e muito, mas sem domínio próprio e nem força de vontade suficiente para o que viria. Estudante de administração, daqueles que acreditavam no que a escola e os professores ensinavam, ainda fez pós-graduação em mercadologia. Tinha uma enorme facilidade de relacionamento, flexibilidade no trato, capacidade de articular e gosto por inovações, mas faltava garra, dominância, iniciativa e, principalmente, controle sobre os negócios e suas finanças.

Quando os negócios começaram a cair, por força do mercado e suas movimentações, nunca quiseram acreditar que estavam tendo algum tipo de problema.

A vida ainda estava boa, havia crédito, respeitabilidade e uma concorrência honesta; mas vieram os tempos de crise, as mudanças sociais, a concorrência predatória, os novos valores, um novo mundo enfim, e não estavam preparados para tudo aquilo, claro que não, o sucesso anterior os fazia crer em sua continuidade…

E assim, os negócios foram declinando, leeennntttaaamente.

Já não havia mais condições de reversão. Os empregados outrora responsáveis, amigos e produtivos, eram agora atrozes inimigos, buscando na justiça os vários salários não recebidos na administração anterior, tratando com desprezo o cliente, sem a devida visão do negócio, esquecendo-se que era dali que viria o sustento e a “arrumação da casa”, pensavam que ainda estavam no tempo em que podiam se dar ao luxo de olhar o cliente por cima…

Os pais ficaram doentes, demandando cuidados e altos gastos, as dificuldades financeiras se acumulando a cada dia, os negócios indo muito mal, o confronto e o conflito constante com o pai, as acusações de ambas as partes, o pai, empreendedor, achando o filho muito “frouxo” para os negócios, e o filho, executivo, achando que a culpa de tudo era do pai, que não soube administrar bem os negócios e ainda lhe cobrava resultados, na hora mais difícil de sua vida pessoal e empresarial.

O casamento entrou em declínio, os filhos, como caramujos em ambiente hostil, entraram em suas carapaças e passaram a viver seu mundinho pessoal, onde habitavam as derrotas, a decadência física, moral e psicológica.

Ele, com a propriedade e o negócio que lhe restou, em um momento de desespero empresarial, acabou por cair nas mãos dos diversos profissionais especialistas em trapacear e aplicar golpes bem engendrados, ficando sem o negócio, sem a propriedade e sem sua vida pessoal.

Pronto, acabou-se uma era.

Porém, a sorte lhe brilhou!

Parte I -  Cuidados para a sucessão não falhar

*Anuar S. Mattar - CEO
Konos Human Achievement

Os textos publicados nesta editoria são de responsabilidade do blog Sucesso Empresarial. O Diário do Comércio não se responsabiliza e nem poderá ser responsabilizado pelas informações e conceitos emitidos e seu uso correto.

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