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FAPEMIG - Ciência e Inovação em Minas

24/08/2016

Peixe-zebra torna-se modelo de pesquisa científica

Assessoria de Comunicação da Fapemig
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O peixe-zebra, também chamado zebrafish ou peixe paulistinha, tem se tornado uma espécie aliada da ciência nas pesquisas da área biomédica, nos estudos comportamentais, genéticos, toxicológicos. Depois dos roedores, eles são atualmente os animais mais utilizados para pesquisas experimentais, devido à semelhança genética com seres humanos, apresentando-se como um dos melhores modelos alternativos aos roedores.

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o Biotério da Universidade Federal de Lavras (Ufla), coordenado pelo professor Luís David Solis Murgas, vem desenvolvendo estudos utilizando o zebrafish e que podem gerar novos conhecimentos sobre alterações hormonais, alcoolismo, agrotoxicologia e ecotoxicologia nos peixes-zebra.

Com o nome científico Daniorerio, o peixe-zebra é de origem asiática e foi o primeiro peixe a ter todo o seu genoma totalmente sequenciado, sendo 26 mil genes codificados, dos quais 70% se assemelharam aos dos humanos. Em comparação, nos roedores a semelhança é de 85%. No entanto, o peixe-zebra é hoje um modelo adequado para pesquisas na área da biomedicina e desenvolvimento de novas terapias, uma vez que possui 85% dos genes que estão associados a causas de doenças no homem.

Além de ser um grande aliado para a biomedicina, o peixe-zebra também se destaca por outras vantagens como: sua criação tem um custo bem mais baixo que a de outros modelos animais, seu ciclo de vida é rápido (em 72 horas os ovos eclodem e em três meses as larvas evoluem para o estágio adulto), ocupam pequenos espaços, têm alta fertilidade e alta capacidade de absorção de substâncias pela água, o que evita procedimentos mais invasivos. As investigações científicas com o zebrafish, em alguns casos, substitui o uso de experimentos com roedores e, em outros, é um complemento que agiliza os resultados.

Para o professor Murgas é fundamental que as pessoas saibam que a ciência tem buscado novos caminhos para o seu desenvolvimento: “É interessante informar para a sociedade que nós, pesquisadores, estamos procurando meios alternativos para reduzir o número de animais que são utilizados nas pesquisas. É preciso disseminar essa informação para que esse novo método de pesquisa possa ser de fato conhecido e aplicado por outros pesquisadores”, destaca.

No Biotério da Ufla, os zebrafish são mantidos em estruturas chamadas racks, que possuem um conjunto de aquários de três litros, nos quais são colocados, em média, 10 animais. A tecnologia acoplada às estruturas garantem todas as condições ambientais necessárias à qualidade de vida dos peixes, com controle automático de temperatura da água, de pH e do nível de amônia.

A alimentação desses peixes deve ser feita tanto com ração quanto com alimento vivo. O biólogo da Ufla Fidélis Antônio da Silva Júnior, técnico do Biotério, explica que, em alguns estágios de seu desenvolvimento, os peixes não estão com seu sistema digestivo completo. Nesse caso, os alimentos vivos, como microcustáceos, garantem os estímulos necessários.

Apoio à pesquisa - Como integrante da Rede Mineira de Bioterismo - iniciativa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Universidade Federal de Lavras (Ufla) tem contribuído para pesquisas desenvolvidas no Estado, fornecendo a outras instituições as condições para que realizem estudos utilizando esse modelo animal. Um dos estudos em desenvolvimento no Biotério da Ufla, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), investiga a função de um gene específico (LRRK2) e de microRNAs na manifestação do alcoolismo. Os primeiros resultados do estudo já permitem observar a alteração do comportamento dos peixes quando expostos ao álcool. O estudo é feito pela doutoranda em Genética da UFMG Isadora Marques Paiva, orientada pela professora Ana Lúcia Brunialti Godard (UFMG).

Os textos publicados nesta editoria são de responsabilidade da Fapemig. O Diário do Comércio não se responsabiliza e nem poderá ser responsabilizado pelas informações e conceitos emitidos e seu uso correto.

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