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FAPEMIG - Ciência e Inovação em Minas

16/06/2016

Pesquisa científica busca atender demandas sociais

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Bacia do rio Doce foi altamente afetada pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco em 2015/Reprodução
Com os desafios apresentados nos últimos anos, a ciência tem apresentado saídas para os principais problemas enfrentados pela sociedade. Projetos de pesquisa em diferentes áreas estão contribuindo para encontrar soluções tecnológicas e científicas de demandas nas áreas de saúde, meio ambiente, educação, desenvolvimento, inclusão social, entre outros. Prova disso são pesquisas desenvolvidas no Brasil referentes aos vírus da dengue, chikungunya e zika.

Se antes, para solucionar um determinado problema era necessário a importação de tecnologia e conhecimento de outros países, que muitas vezes não se adaptavam à realidade do país; agora, o Brasil tem investido na produção de conhecimento próprio. Para isso, agências fomentadoras de pesquisas científicas, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), têm assumido papel de relevância neste processo.

Exemplo disso é o lançamento da Chamada Pública de Apoio a Redes de Pesquisa para a Recuperação da Bacia do Rio Doce. Resultado de uma parceria entre a Fapemig, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Agência Nacional de Águas (ANA), a chamada visa apoiar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, de caráter interdisciplinar.

Afetada pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, em novembro de 2015, a bacia do rio Doce passa por uma situação inédita no mundo e grupos de pesquisas no Brasil serão pioneiros neste projeto, como destaca o diretor de ciência, tecnologia e inovação da Fapemig, Paulo Beirão: “Não há precedente no mundo, portanto, nunca ninguém enfrentou esta situação. Significa que temos que buscar soluções inovadoras para uma coisa que não foi feita antes. A melhor forma para isso é buscar em áreas que somos competentes. O Estado tem e o País tem”, acredita.

As propostas para a chamada em rede voltada à recuperação da Bacia do Rio Doce devem ser submetidas até o dia 20 de junho de 2016 e a expectativa é de que o resultado saia em agosto deste ano. A duração máxima dos projetos será de 48 meses, a contar da data de contratação da proposta.

Recuperação da bacia do rio Doce - O desastre em Bento Rodrigues trouxe graves consequências para a região, afetando a Bacia em um contexto geral e todos ao redor. Para Beirão, por se tratar de um problema complexo e que envolve diferentes fatores, é fundamental um trabalho em conjunto, “envolve as pessoas que foram afetadas, a água e a biodiversidade. Não é algo que uma disciplina, um especialista consiga resolver. Então você tem que ter mais pessoas, mais grupos de pesquisa trabalhando em cooperação. É importante dizer que uma rede não é um agregado de pesquisadores, eles têm que trabalhar em conjunto de uma forma articulada”, explica.

A chamada também tem como objetivo formar recursos humanos em nível de pós-graduação stricto sensu e a geração de conhecimento, tecnologias e processos tendo como objetivo a recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e ecossistemas associados.

“Queremos soluções, propostas, ideias que tragam possíveis soluções. Não é uma chamada voltada para alguém começar uma linha de pesquisa nessa área. Nós queremos pessoas que já tenham linha de pesquisa em áreas próximas que possam trazer, em um curto prazo, soluções para os problemas”, destaca Beirão.

Nesta fase, serão investidos mais de R$11 milhões nas propostas aprovadas. Elas devem ser direcionadas de acordo com 11 linhas temáticas prioritárias: Estudos Socioeconômicos, Uso do solo, Qualidade de vida, Áreas degradadas, Qualidade da água, Biota, Mata Atlântica, Ecossistemas de estuário, Redução de resíduos, Saneamento básico e Governança.

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