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DC Tecnologia

03/01/2017

PHV vai construir segundo prédio do BHTec

Consórcio conta também com HET Construções e Codemig e estima faturamento de R$ 750 mil mensais
Thaíne Belissa
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O novo prédio pode abrigar de 50 a 60 empresas/Alisson J. Silva
A licitação para construção do novo prédio do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec) já tem um vencedor: o consórcio liderado pela empresa PHV Engenharia e que ainda inclui a HET Construções e Participações e a Codemig Participações. Anunciado no último dia 30 de dezembro, o consórcio vencedor foi o único concorrente da licitação que propõe uma inovação no modelo de expansão imobiliária do parque. O investimento na obra gira em torno de R$ 60 milhões e a previsão é de que as obras sejam concluídas até o fim de 2018 e que o faturamento com os aluguéis chegue a R$ 750 mil por mês.

A falta de concorrentes para a licitação de construção do novo prédio é justificada pelo diretor-presidente do BHTec, Ronaldo Pena, pelo modelo inovador do que está sendo proposto. Ele explica que o formato de concessão é o Build, Operate And Transfer (BOT), que em português significa “construir, operar e transferir”, e consiste em dar ao consórcio o direito de construir no terreno e usufruir do lucro do edifício durante um período. Pena destaca que esse modelo é muito conhecido no Brasil no mercado de shopping centers, mas nunca foi utilizado para a construção de prédios em parques tecnológicos.

No caso do BHTec, o terreno pertence à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), portanto a área é uma concessão ao consórcio. As empresas investirão cerca de R$ 60 milhões no empreendimento e terão direito de usufruir do aluguel das salas por 30 anos. Em seguida, o prédio será devolvido para a UFMG, que passará a operá-lo.

“É um negócio muito novo no Brasil: no País não houve caso de parque tecnológico com investimento imobiliário feito por empreendedor privado nesse modelo de concessão. A batalha que tivemos para que finalmente um representante do setor acreditasse na proposta não foi trivial, mas agora conseguimos um consórcio que enxergou valor nessa inovação”, destaca. O diretor reforça que, além do lucro com o empreendimento, que é possível por meio do aluguel dos espaços, o consórcio ganha a chance de se destacar nesse novo formato. Para Pena, justamente por ser um modelo tão inovador, o primeiro parceiro imobiliário do BHTec ganhará a oportunidade de replicar o negócio no próprio parque e em outros estados do País.

Promissor - E é exatamente isso que espera o diretor-técnico da PHV Engenharia, Rogério Martins Pinto. Ele afirma que a empresa enxergou a licitação como uma oportunidade para apostar em inovação. “É uma aposta em um novo mercado que pode ser muito promissor no nosso ramo, principalmente nesse momento em que a construção civil não vai bem. Entendemos que trabalhar com startups é um caminho que nos trará retorno financeiro”, destaca.

Além disso, o diretor chama a atenção para o ambiente de inovação no Estado. “Acreditamos que Belo Horizonte tem perfil para esse tipo de empreendimento. Minas Gerais já foi comparado várias vezes ao Vale do Silício por causa das empresas de tecnologia instaladas aqui”, frisa. O diretor afirma que a obra provavelmente custará os R$ 60 milhões previstos pelo edital, investimento que deve retornar em até 18 anos, segundo perspectivas do consórcio. Ele destaca que, com 100% de ocupação, o edifício tem potencial de arrecadação de R$ 750 mil por mês.

De acordo com diretor-presidente do BHTec, o novo prédio ficará ao lado do edifício institucional já existente. Ele terá 16 mil metros quadrados, sendo 13 mil metros quadrados de área locável. A expectativa é que o prédio abrigue um núcleo com elevadores, banheiros e salas de apoio, além de uma grande espaço entorno, que será destinado aos escritórios e laboratórios de empresas de tecnologia e inovação. De acordo com Pena, esse espaço não terá paredes, a princípio, pois a ideia é que ele seja dividido de acordo com a demanda das empresas. A previsão é que ele suporte entre 50 e 60 empresas. O edifício também incluirá um andar térreo com restaurante, salas de reuniões e um pequeno auditório.

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