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Agronegócio

20/04/2017

PIB do agronegócio deve cair 0,15% neste ano em MG

Apesar da queda, Seapa considera o resultado positivo, uma vez que está próximo do patamar registrado em 2016
Michelle Valverde
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Estimativa é que o PIB do agronegócio alcance R$ 210,05 bilhões/Peri/Mcpress
A primeira estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio de Minas Gerais apontou a tendência de um recuo de 0,15% em 2017, levando em conta os dados de janeiro. Com o resultado, o PIB do setor foi estimado em R$ 210,05 bilhões. O resultado negativo deve ser provocado pela queda na agricultura, 0,48%, enquanto a pecuária deve registrar alta de 0,27%. A produção menor de café é um dos fatores que justificam a retração. Mesmo com a tendência inicial de queda, o resultado é considerado positivo, visto que em 2016 o PIB do agronegócio mineiro cresceu 8,41% e alcançou R$ 210,37 bilhões.

O Relatório PIB Agro - Minas Gerais é publicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), com o apoio financeiro da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e apoio operacional e técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Minas Gerais (Senar-AR/MG).

“O valor inicialmente estimado para o PIB do agronegócio em 2017 está muito próximo ao registrado em 2016, com pequeno declínio de 0,15%. Esta é a primeira estimativa e entendemos como um resultado bom. Se levarmos em conta que no ano passado o café apresentou safra recorde e contribuiu para o resultado positivo, neste ano com a bienalidade negativa o impacto não foi sentido no agronegócio como um todo. Neste ano, o aumento esperado na safra de grãos compensou parte da queda do café”, explicou o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez.

Ainda segundo o representante da Seapa, a expectativa é encerrar o ano mantendo os mesmos resultados de 2016, com pequena tendência de alta.

“No relatório de janeiro, não constam os dados da produção pecuária e da safra de cana-de-açúcar, que serão adicionados nos próximos meses e contribuirão para o crescimento do PIB”, explicou.

Dos segmentos que compõem o PIB do agronegócio em janeiro, foi verificada queda de 0,18% em serviços, de 0,25% na indústria e de 0,16% no segmento primário. Somente o setor de insumos apresentou alta de 0,62%.

Ao analisar os segmentos primário e industrial do agronegócio, a pecuária - bovinos de corte e de leite - apresenta a maior participação no PIB do agronegócio mineiro (23,3%), e gera uma renda de R$ 48,93 bilhões. Em seguida estão a cana-de-açúcar e os derivados (álcool anidro, álcool hidratado e açúcar), representando 17,4% e o café in natura e a agroindústria cafeeira com 7% de participação.

Albanez explica que a cana-de-açúcar, responsável por R$ 36,63 bilhões, apresenta maior participação que o café, devido à produção industrial de etanol e açúcar. No caso do café, cultura que tem pouco valor agregado, a renda é de R$ 14,67 bilhões.

De acordo com o relatório, em 2017 a agricultura será responsável por R$ 115,806 bilhões ou 55,13% do PIB do agronegócio mineiro, valor 0,48% menor que o registrado no ano passado. No primeiro mês do ano, foi verificada queda de 0,48% em serviços, de 0,33% em indústria e de 0,91% no primário. Em insumos a alta foi de 0,39%.

Contribui para o resultado negativo na agricultura a queda de 16,7% prevista para o faturamento do café, consequência de uma produção 15,47% inferior e da retração de 1,53% verificada nos preços do grão.

Com uma produção 5,39% menor e preços 7,45% inferiores, é esperada queda de 12,45% no faturamento da soja. O feijão, apesar de uma produção 5,22% maior, registrou queda de 43,95% nos preços, reduzindo em 41% o faturamento.

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Alta - O milho foi um dos produtos que apresentou resultado positivo. No período foi verificada alta de 25,98% na produção do cereal e faturamento 7,65% maior. Os preços ficaram 14,55% inferiores aos praticados em igual mês do ano passado.

Apesar de não trazer dados sobre o volume de cana a ser produzido, o relatório mostra uma valorização de 21,19% em seu preço. De acordo com Albanez, a tendência é que a produção de cana em Minas Gerais cresça 3,1% na atual safra, o que ainda não foi computado no relatório do PIB.

Ainda conforme o levantamento, o faturamento da mandioca ficou 143,9% maior, seguido pelo arroz, com alta de 12,39% e da laranja, com variação positiva de 65%.

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