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Finanças

12/12/2017

PIB do Brasil deve crescer acima do esperado neste ano

Entidades revisaram para cima suas projeções
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Para a IFI do Senado a economia deve crescer 1% em 2017/Divulgação
Brasília - A exemplo de parte do mercado, a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal também passou a apostar que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá ter um crescimento mais próximo de 1% em 2017. Até então, a projeção da entidade era de uma expansão da economia em 0,7% este ano, agora com viés de alta.

O Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) divulgado ontem aponta que o efeito carregamento do PIB até o terceiro trimestre do ano já é de 0,97%. “As simulações iniciais da IFI apontam crescimento do PIB mais próximo de 1% em 2017, considerando elevação moderada de 0,2% no quarto trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior”, avaliou a instituição.

Com uma maior recuperação da atividade econômica e o aumento de receitas não recorrentes, o RAF de dezembro também considera ser possível que o déficit primário do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) seja menor que os R$ 155,2 bilhões previstos pela entidade. A meta fiscal deste ano autoriza um rombo de até R$ 159 bilhões nessa conta. “A arrecadação com os programas de parcelamento (antigos e novos) alcançou R$ 26,6 bilhões, acima das nossas expectativas”, reconhece o IFI.

Segundo a instituição, o déficit do setor público consolidado em 2017 também deve ficar abaixo da meta de resultado negativo de R$ 163,1 bilhões. “Isso porque estados e municípios (inclusive suas empresas estatais) apresentam superávit de R$ 19,4 bilhões no acumulado de janeiro a outubro, bastante acima de sua meta anual de déficit de R$ 1,1 bilhão”, acrescentou o relatório.

Apesar do resultado fiscal não ser tão ruim quanto se projetava inicialmente, o IFI destaca que os investimentos públicos não devem passar de 2% do PIB em 2017. Esse será o nível mais baixo da série histórica, iniciada em 1995.

“O volume total investido pelo setor público passou a cair, nos últimos anos, após um período anterior de crescimento. Depois de ter alcançado o auge de R$ 228 bilhões, no ano de 2014, os investimentos públicos apresentaram quedas consecutivas até atingirem R$ 127,2 bilhões, em meados de 2017, valor inferior aos R$ 133,9 bilhões investidos ainda em 2009”, detalha a instituição.

Por fim, o RAF ainda alerta que medidas que ainda tramitam no Congresso Nacional representam um impacto de R$ 23,3 bilhões no Orçamento de 2018. Se não forem aprovadas, o governo terá que contingenciar recursos no próximo ano, já que essas medidas estão consideradas no projeto de lei orçamentária que deve ser votado no dia 19 deste mês.

Esses R$ 23,3 bilhões equivalem a cerca de 15% da meta de déficit primário de R$ 159 bilhões para o próximo ano. Pelo lado das receitas as medidas garantem um reforço de caixa de R$ 14 bilhões, e pelo lado das despesas, as medidas representam um corte de gastos de R$ 9,3 bilhões.

O cálculo do IFI considera inclusive a economia potencial de R$ 1,9 bilhão em 2018 com a aprovação da reforma da Previdência ainda este ano.
Outra instituição que revisou suas projeções foi o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), que aumento a projeção de crescimento do PIB de 2017 de 0,9% para 1%. Para 2018, a projeção é que a atividade econômica avance 2,8%.

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ONU - A Organização das Nações Unidas também revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira e agora estima uma expansão de 2% em 2018, depois de um crescimento de 0,7% neste ano. As novas projeções apresentadas pela entidade ontem ainda revelam que o desempenho da economia nacional ganhará força em 2019, com uma alta de 2,5%.

Em meados do ano, a entidade estimava que o crescimento seria de 1,6% para 2018. Mas a certa estabilidade obtida nos últimos meses fez os economistas da ONU elevarem a projeção. Para 2017, os números também apontam para um aumento de 0,1 ponto percentual em comparação aos dados de meados do ano.

Entre as maiores economias do mundo, a revisão do crescimento do Brasil é a maior, ao lado da Rússia. Na América Latina, a projeção é de um crescimento de 2% em 2018, mesma taxa registrada para a zona do euro. Nos Estados Unidos, a expansão será de 2,1% no ano que vem. (AE)

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