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Finanças

22/08/2017

PIB recuou 0,24% no 2º trimestre

Indicador da FGV que antecipa a tendência registrou queda de 1,8% na indústria
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A recuperação do consumo das famílias não compensou queda de 7,4% no setor da construção/Charles Silva Duarte/Arquivo DC
Rio de Janeiro - A liberação do saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tirou do vermelho o consumo das famílias no segundo trimestre do ano. A recuperação da atividade econômica, porém, foi prejudicada pelo mau desempenho da construção, que atrapalhou tanto os resultados da indústria quanto dos investimentos, segundo Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB, divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 0,24% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre do ano. O indicador da FGV antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

“Eu diria que é um falso negativo. Tivemos um primeiro trimestre muito bom, excepcional (alta de 0,99%), sabíamos que o resultado não se repetiria. Mas ainda está melhor do que no último trimestre de 2016, quando recuou 0,51% em relação ao trimestre anterior”, lembrou Considera.

Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB do segundo trimestre deste ano teve retração de 0,3%. A indústria teve uma queda de 1,8%, influenciada, principalmente, pelo tombo de 7,4% da atividade de construção.

Sob a ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) recuou 5,1%. O desempenho do componente de máquinas e equipamentos continua positivo (0,4%), mas a construção teve forte redução, -9,0%, um impacto de -4,6 pontos percentuais para a taxa trimestral da FBCF.

“As grandes empreiteiras estão paradas. Tem que dar um jeito de elas voltarem a operar, mas não tem do outro lado quem queira contratar. Os governos não estão com dinheiro para construir. A saída é investir nas concessões e privatizações. Não tem como fugir”, avaliou Considera.

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O destaque positivo foi o consumo das famílias, que cresceu 0,6% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo trimestre de 2016. O avanço interrompe uma sequência de nove trimestres negativos consecutivos. O consumo de serviços manteve-se negativo (-1,0%), enquanto cresceu o consumo de bens não duráveis (0,5%), semiduráveis (7,3%) e bens duráveis (3,8%), impulsionado pelos saques no FGTS.

“As famílias pagaram as dívidas e puderam abrir um novo crediário”, calculou o coordenador do Monitor do PIB. “Mas eu não acho que o Consumo das Famílias vá fazer a economia deslanchar. Daí é que vem o nosso problema, que é o investimento”, completou o pesquisador.

As exportações cresceram 3,2% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2016, enquanto as importações diminuíram 1,8%. O PIB acumulado no primeiro semestre de 2017 alcançou cerca de R$ 3,21 trilhões em valores correntes.

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