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Negócios

13/12/2017

Planejamento para atrair investimentos inovadores

Aportes podem gerar empregos de qualidade na capital mineira
Daniela Maciel
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P7 Criativo é um dos projetos existentes em Belo Horizonte voltados para apoiar o desenvolvimento da economia criativa/Charles Silva Duarte/Arquivo DC
Atrair investimentos que promovam inovação e gerem empregos de qualidade é uma missão que exige planejamento público de curto, médio e longo prazos. As políticas desenvolvidas devem ter fôlego para se tornarem planos de Estado e não apenas de uma determinada gestão. Por isso a coordenação entre o que pensam e fazem as diversas instâncias de poder e a iniciativa privada é fundamental.

Para o secretário municipal adjunto de Desenvolvimento Econômico de Belo Horizonte, Bruno Miranda, a vocação da Capital para a economia criativa tem feito com os setores se articulem. “Temos a percepção de que não podemos pensar na antiga política de industrialização como modelo de desenvolvimento. Por isso conversamos com a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), o BHTec (Parque Tecnológico de Belo Horizonte), entre outros parceiros, o tempo todo. O P7 Criativo, é um exemplo. Nosso desafio é aproveitar as coisas boas que já existem e dar condições para que os programas sejam continuados”, afirma Miranda.

Uma das ações mais importantes promovidas pela municipalidade nesse quesito é a constituição do Laboratório Aberto da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel), em novembro. O chamamento público está aberto para empresas que queiram utilizar a estrutura para o teste de soluções para a cidade.

Segundo o diretor de Infraestrutura da Prodabel, Leonardo Roscoe, essa é uma oportunidade que as empresas têm para ter acesso a equipamentos e dados importantes para o desenvolvimento de produtos que visem o atendimento às necessidades não apenas de Belo Horizonte. “Temos em BH a maior quantidade de startups per capita do Brasil. Precisamos fomentar para que elas gerem soluções e receita. Para isso, entendemos que as parcerias são imprescindíveis. Hoje as entidades, governos e empresas que já estão na Capital estão mais integrados. Belo Horizonte uma comunidade de desenvolvimento. Tem todo o DNA para ser uma cidade voltada para o desenvolvimento tecnológico”, avalia Roscoe.

Ao mesmo tempo em que a infraestrutura é preparada, a divulgação da cidade tem que ser feita. Ações como o Internacionaliza BH, dirigido pela Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) em parceria com outras entidades, e todo o trabalho desenvolvido pela Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) fazem parte de um grande esforço conjunto.

“Temos programas que vão do voluntariado até a participação em redes internacionais. Belo Horizonte é muito atuante no que diz respeito à política internacional. Temos recebido delegações estrangeiras, de cortesia até atração de negócios. Esse intercâmbio é fundamental. A Belotur tem trabalhado muito nessa linha, de fazer a marca Belo Horizonte acontecer lá fora. Temos que aprender a soltar foguete, fazer propaganda”, declara o secretário.

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Smart city - De outro lado, a Prodabel leva adiante o programa “BH: Capital Inteligente” que começa a implantar na cidade o conceito de smart city, com a troca das luminárias tradicionais por lâmpadas de led. Junto às novas luminárias serão instalados sensores capazes de captar informações que vão subsidiar políticas de segurança e mobilidade, entre outros. A troca de todos os equipamentos está prevista para três anos.

“A smart city tem como objetivo melhorar a vida das pessoas. Uma cidade mais eficiente, através da comunicação com o cidadão, de sensores que entendam melhor a vida da cidade. Destaco também o projeto de inclusão digital de vilas e Favelas, passando dos atuais 17 para 77 pontos de wi-fi até o fim de 2018”, pontua o diretor de Infraestrutura da Prodabel.

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