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Economia

23/09/2017

Planta da Mercedes em Juiz de Fora opera com estabilidade

Apesar disso, está abaixo da capacidade
Ana Amélia Hamdan
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A fabricação do modelo Acello, que era montado em Juiz de Fora, foi transferida para São Bernardo do Campo/Divulgação
A fábrica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, na Zona da Mata, atravessou o ano de 2017, até agora, com produção abaixo da capacidade, mas com estabilidade. Este ano, a unidade passou a ser responsável pela produção de todas as cabines de caminhões da marca. Na planta também há a produção do caminhão extrapesado Actros.

“Apesar da turbulência no País, atravessamos 2017 com certa tranquilidade”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora e Região, João César Silva. Segundo ele, a unidade gera cerca de 750 empregos diretores, número que vem sendo mantido desde 2014.

A demanda do sindicato, segundo João César Silva, é de ampliação da produção, já que, segundo ele, a capacidade da fábrica está subutilizada. “Queremos aumento da produção, o que pode gerar novas contratações”, disse. Além disso, ele reforça que é desejável a implantação de novas de linhas de produção de veículos, o que pode melhorar a criação de postos de trabalho e a arrecadação de impostos para o município. A fabricação do modelo Acello (leve), que ocorria em Juiz de Fora, foi transferida para São Bernardo do Campo (SP).

De acordo com a assessoria de imprensa da Mercedes-Benz do Brasil, a montadora tem sentido alguns sinais positivos em relação à performance de vendas de veículos comerciais no segundo semestre de 2017, o que reflete uma pequena melhora da economia do País. “Contudo, ainda é cedo para fazermos qualquer tipo de previsões em relação à possível aumento na produção local devido a melhoria na demanda  de veículos comerciais, pois essa ainda é baixa”, informou a assessoria.

Ainda segundo a Mercedes-Benz, dados de produção não são informados por serem estratégicos. Fontes ouvidas pela reportagem informaram que a fábrica tem capacidade para produzir 40 mil caminhões ao ano, mas vem produzindo com índices próximos de 10% desse total.  Já a fabricação de cabines vem ocorrendo com índices mais elevados.

Balanço - De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de caminhões novos no Brasil subiram 6,6% em agosto, chegando a 4,8 mil unidades. Também houve aumento, de 9,9%, sobre as 4,4 mil unidades do mesmo mês em 2016. No acumulado do ano, porém, o registro é de baixa de 11,1%: 30,8 mil unidades foram negociadas nesse ano e 34,7 mil no ano passado.

A produção do segmento em agosto ficou em 7,9 mil unidades – acréscimo de 14,2% em relação a julho e de 52% na comparação com agosto do ano passado. No acumulado do ano, 50,9 mil caminhões foram produzidos, 22,5% acima dos 41,5 mil de 2016.

No início deste mês, a Anfavea revisou para cima a projeção de vendas de automóveis neste ano. A expectativa atual é que sejam comercializados, em 2017, 2,20 milhões de unidades, cerca de 70 mil acima da previsão do começo do ano, que era de 2,13. Isto significa um aumento de 7,3% sobre as 2,05 milhões de unidades de 2016. Entretanto, enquanto as projeções para veículos leves foram alteradas para cima (de 4% para 7,4%), as para veículos pesados caíram de 6,4% para 3,6%.

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