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Economia

09/01/2018

Polo de Ubá projeta crescimento de 10%

Resultados de 2017 foram piores que o esperado, com recuo de 4%, mas desempenho do Natal sinalizou retomada
Ana Amélia Hamdan
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Apesar do resultado negativo em 2017, as indústrias de madeira e mobiliário de Ubá criaram 623 empregos/Agência Kyko Garcia
O ano de 2017 não correspondeu às expectativas dos empresários do polo moveleiro de Ubá, na Zona da Mata. A estimativa do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Ubá (Intersind Ubá) era de que o ano fechasse, pelo menos, com estabilidade em relação a 2016. Entretanto, houve queda de cerca de 4% no faturamento, segundo informou ontem o vice-presidente do Intersind, Michel Henrique Pires. Por outro lado, o Natal surpreendeu positivamente, com aumento de cerca de 10% nas vendas no comparativo com igual período do ano passado, o que deixou o empresariado bastante animado. Para 2018, a projeção é de crescimento médio também de 10%.

De acordo com Pires, o primeiro semestre do ano passado foi ruim para o setor, mas havia a expectativa de que a segunda metade do ano teria uma melhora suficiente para garantir, ao menos, resultados iguais aos de 2016. Não foi o que ocorreu. Segundo Pires, o cenário é consequência do quadro de recessão do País.

O vice-presidente do Intersind explica que a estabilidade da inflação – apontada como fator de estímulo ao consumo – não impactou no segmento de móveis. Isso ocorreu porque parte da matéria-prima utilizada no setor, como espuma e aço, teve aumento acima da inflação.
Ainda assim, devido aos resultados positivos do Natal, o empresariado começou 2018 com otimismo, segundo informou Pires. E, de acordo com ele, as encomendas continuaram no início deste ano, sendo que algumas fábricas interromperam o recesso antes do esperado para dar conta de atender à demanda.

Pires pondera que há cerca cautela devido ao quadro político, com 2018 sendo ano eleitoral. Ainda assim, há projeção de crescimento de 10% no polo moveleiro de Ubá.

Feira - Um dos motivos para tal estimativa é a realização da 13ª Feira de Móveis de Minas Gerais (Femur), que ocorrerá de 26 de fevereiro a 1º de março, no Pavilhão de Exposições do Horto Florestal de Ubá.

A expectativa é de que os resultados superem a edição anterior da feira, que é bienal. Segundo a assessoria de imprensa da Femur, no evento de 2016, aproximadamente 15 mil pessoas passaram pelos estandes. Foram 75 expositores e cerca de R$ 300 milhões em negócios gerados.

Emprego - Em termos de emprego, o segmento teve avanços. Nos anos de 2015 e 2016, o polo moveleiro sofreu intensamente com a recessão, ocorrendo fechamento de fábricas e demissões. Em 2017, esse quadro não se repetiu. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, nas indústrias da madeira e do mobiliário da cidade Ubá foram criados, de janeiro a novembro de 2017, 623 empregos. Houve registro de 3.303 admissões contra 2.680 demissões.

Presidente do Sindicato dos Marceneiros de Ubá, José Carlos Reis Pereira confirma esse quadro. Segundo ele, o ano de 2017 foi muito positivo em termos de geração de emprego. Ele ressalta que no final do ano houve fábrica que chegou a abrir aos domingos para conseguir entregar todas as encomendas. Ainda segundo Pereira, há fábricas anunciando contratação.

O polo moveleiro de Ubá, um dos maiores do País, conta com cerca de 300 empresas que empregam aproximadamente de 15 mil trabalhadores. Além de Ubá, as cidades de Guidoval, Guiricema, Piraúba, Rio Pomba, Rodeiro, São Geraldo, Tocantins e Visconde do Rio Branco compõem o polo.

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