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FETCEMG - Painel do Transporte

21/09/2016

Por um Brasil melhor

Vander Costa, presidente da Fetcemg
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É tempo de reformas estruturantes no ambiente econômico brasileiro. O governo Temer se diz  disposto a apoiá-las e nós, brasileiros, não podemos perder a oportunidade de colaborar para a construção de um Brasil melhor. Para isso, é preciso abandonar ou questionar paradigmas prontos amplamente utilizados por aqueles que querem continuar se beneficiando do poder sem se preocupar com quem irá pagar a conta.

Recentemente, estive em viagem de missão com o governo brasileiro na China e pude perceber claramente que as oportunidades existem. Basta fazer as reformas necessárias para o desenvolvimento econômico social. É preciso aprender com os acertos dos chineses, que em 30 anos retiraram aquele país da extrema pobreza para se tornar uma das principais forças da economia mundial, mesmo posicionando-se como uma economia socialista que convive muito bem com o capitalismo. Os maiores ícones da economia mundial, como a Coca-Cola, Apple, Ambev, Volvo, Mercedes-Benz e Volkswagen estão por lá.

Na China também tem muito capital poupado que pode ser investido no Brasil, desde que  tenhamos  a necessária segurança jurídica. A China tem dinheiro porque tem uma cultura enraizada que poupa para garantir a sustentabilidade própria no futuro, não transferindo essa responsabilidade para o governo via aposentadoria.

A bolsa de valores é usada pelo povo para investir suas economias e não apenas pelos grandes magnatas. É possível ver o caixa de pequenas lojas com o computador ligado  acompanhando o movimento da bolsa e fazendo suas aplicações e resgates. O povo conhece e  acompanha a economia e torce para as empresas terem lucro, pois como pequenos investidores eles também ganharão.

No Brasil, país que optou pelo regime capitalista, ter lucro é um pecado para muitos, e quem tem bons resultados é hostilizado. Esse é um dos pontos que merece reflexão e qie pode ser  mudado com a gestão Temer, pois ele entende que para ter bons empregos é preciso de boas empresas, o que não acontecia antes, com os que pensavam em estatizar tudo.

O que fica claro é que para desenvolvermos o Brasil precisamos de capital, e como não temos disponível em nosso governo, precisamos do privado - e este requer segurança e retorno. O retorno é o princípio da economia e não cabe ao governo regulamentar essa taxa, mas sim, tributála; o que no Brasil já é bem feito. Taxa de retorno é resultado da base de cálculo do imposto de renda, portanto, quanto maior, mais tributo o governo vai
receber. O governo deve regular a qualidade dos serviços  e verificar se os preços são são abusivos.

O maior problema está na segurança jurídica, que não se limita a garantir o cumprimento dos contratos, mas inclui com muita força a Justiça do Trabalho, que muitas vezes insiste em julgar acima da Lei com o argumento do livre convencimento e da hipossuficiência do trabalhador, dois paradgmas que precisam ser revistos. Trabalhador assistido por  advogado não é hipossificiente e o livre convencimento deve estar limitado pelo princípio, não menos importante, da estrita legalidade, no qual o juiz é obrigado a julgar de acordo com a Lei vigente, e ao ignorar a Lei ele gera insegurança jurídica que afasta os investimentos.

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