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08/02/2018

Preço da Petrobras é um terço do valor final

Reuters
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Rio de Janeiro - Em declaração recente, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que o preço dos combustíveis na refinaria representa apenas um terço do valor que chega aos consumidores. Uma parte do preço é formada pelos tributos. Aliás, o governo elevou o Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) dos combustíveis em meados do ano passado, o que repercutiu nas cotações dos produtos.

Procurado pela Reuters, o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, afirmou que os responsáveis pelos recordes consecutivos dos preços nos postos são a Petrobras, com altas acumuladas nas refinarias, e o governo federal, com a elevação de impostos.

Embora os valores da Petrobras estejam em baixa neste início de ano, com sua nova política de combustíveis a estatal repassou altas dos mercados internacionais do petróleo, que registraram uma forte escalada no segundo semestre do ano passado, para máximas em mais de dois anos.

Miranda destacou que, desde que a Petrobras passou a reajustar preços quase que diariamente, o aumento acumulado dos preços nos postos foi inferior ao das refinarias. “Estou mandando um ofício para a Casa Civil, para Moreira Franco. Estamos nos colocando à disposição para explicar como funciona a questão do preço”, ressaltou.

Segundo ele, em geral, os postos não repassam imediatamente os ajustes de preços realizados pela Petrobras aos consumidores, devido a questões técnicas e operacionais. “No fundo, os postos de gasolina estão arcando com esses aumentos, bancando isso durante um certo período, antes de repassar ao consumidor. Agora, vem o governo e fala, vem o Temer e fala que vai estudar uma lei que vai obrigar os postos a reduzir no dia que a Petrobras abaixa (o preço)”, reclamou.

“Eu não tenho como reduzir, porque foram cinco aumentos antes de ter uma redução. O governo está completamente por fora da operacionalidade do setor, não está entendendo como o setor funciona”, disse Miranda.

A entidade que representa as distribuidoras de combustíveis, a Plural, não se manifestou imediatamente após ser procurada sobre o assunto. Grandes empresas, como a BR Distribuidora, a Raízen Combustíveis e a Ipiranga, da Ultrapar, também não comentaram de imediato.

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