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Agronegócio

12/05/2018

Preços da ração animal e embargos da Rússia e UE afetam resultados da BRF

Reuters
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São Paulo - A BRF teve prejuízo líquido de R$ 114 milhões no primeiro trimestre, queda ante o resultado negativo de R$ 286 milhões registrado um ano antes, apesar do aumento no preço do milho no período, impactos de operação Trapaça, da Polícia Federal, em março, e redução dos preços de produtos no Brasil.

A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 783 milhões, um crescimento de 54,8% sobre o fraco desempenho de um ano antes.

Segundo a BRF, o impacto da operação Trapaça no Ebitda do trimestre foi de R$ 13 milhões, ante R$ 40 milhões gerados no ano passado pela operação Carne Fraca.
A receita líquida subiu 5% na comparação anual, para R$ 8,2 bilhões, mas o preço médio dos produtos recuou 0,7%, reduzindo o efeito de crescimento de 5,7 % no volume vendido.

A BRF afirmou no balanço que apesar da alta dos grãos ter ocorrido no primeiro trimestre, o impacto no custo da ração dos animais que abate “será mais evidente a partir do segundo trimestre, dada a inércia proveniente do ciclo de vida do animal e dos estoques na cadeia”.

Diante de dificuldades de exportação de carne de frango para a Europa, a BRF elevou em 9,6% as vendas em volumes no Brasil no primeiro trimestre, com destaque para uma expansão de 25,3% na comercialização de carne de frango in natura. Em processados, produtos com margens maiores, houve aumento de 4,7% nos volumes vendidos no Brasil.

Porém, o preço médio dos produtos da empresa vendidos no País caiu 6,5% no primeiro trimestre sobre um ano antes, para R$ 6,87 por quilo. A margem bruta recuou de 25,8% para 20,8%, pressionada por ociosidade de instalações produtivas e vendas maiores de carne in natura.

Com o aumento das vendas em volume, a participação consolidada de mercado da empresa no Brasil subiu 1,1 ponto percentual sobre o primeiro trimestre de 2017, para 45,7% ao fim de março. A BRF, que é dona das marcas Sadia e Perdigão, afirmou que o crescimento ocorreu puxado pela iniciativa de ampliar a oferta nos segmento de atacarejo, onde a empresa já atua com uma terceira marca desde o início deste ano.

Na divisão OneFoods, que vende alimentos para público muçulmano, houve alta de 25% nas vendas em volume no primeiro trimestre, com o preço médio avançando 11,6% e a margem bruta ganhando 4,5 pontos percentuais. Porém, a empresa perdeu cerca de 4 pontos percentuais em sua participação de mercado nos países do Golfo devido a “competidores mais agressivos em preço”.

Na Europa, as vendas em volume despencaram 57%, para 45 mil toneladas nos três primeiros meses deste ano. Por outro lado, o preço médio da companhia disparou quase 40%.

“Os maiores entraves na sub-região da Europa, junto ao embargo russo das exportações brasileiras de suínos, continuaram impactando a indústria frigorífica, justificando, portanto, a queda de 56,9% de nossos volumes”, afirmou a BRF no balanço.

Dificuldades - O preço da ração animal continuou a subir no segundo trimestre, o que elevou os custos de produção da BRF, disse o diretor-presidente global, Lorival Luz, durante teleconferência sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre.
Luz disse que a empresa enfrenta um ambiente operacional difícil, citando as proibições comerciais impostas pela Rússia e pela Europa aos produtos brasileiros de carne, que levaram a empresa a conceder férias coletivas em cinco unidades.

Medidas adicionais para adequar a capacidade à demanda podem ser anunciadas se a União Europeia confirmar oficialmente a proibição contra 12 fábricas da BRF que eram previamente autorizadas a exportar para o bloco, disse ele.

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