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Política

16/03/2017

Presidente da Câmara minimiza delações da Odebrecht e diz que os trabalhos continuam

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Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nessa quarta-feira (15) que o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de 83 pedidos de abertura de inquérito sobre citados na delação de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, não vai prejudicar o funcionamento do Congresso Nacional. Para Maia, as investigações serão uma oportunidade para esclarecer os fatos. Os pedidos foram remetidos à Corte pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob sigilo, e os nomes dos citados não foram divulgados oficialmente.

“Para mim, o inquérito é muito importante porque vai me dar condições de esclarecer os fatos, provando que não há nada contra mim, contra minha conduta e contra minha história. O inquérito vai ser arquivado”, disse Maia, em entrevista à imprensa, depois de participar de reunião no Palácio do Planalto com os presidentes da República, Michel Temer, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

“A lista Janot não atrapalha. E o mais importante: as instituições estão funcionando. Que o Ministério da Justiça e o Ministério Público continuem avançando nas investigações, que são muito importantes, e que o Congresso continue votando as reformas de que o Brasil tanto precisa, seja na área econômica, seja na área política, para que o Brasil possa superar a crise”, acrescentou o presidente da Câmara.

Ele disse que vai buscar consenso entre os partidos e tentar remarcar reunião de líderes para hoje. Caso não haja acordo, Maia informou que a indicação dos membros das comissões deve ocorrer até a próxima terça-feira (21) pelo critério da proporcionalidade dos partidos.

Maia trabalha com a ideia de votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no plenário a partir da segunda quinzena de abril. Segundo ele, no momento, o governo está conseguindo esclarecer as dúvidas dos parlamentares. Nos bastidores, os governistas admitem que atualmente não há os 308 votos necessários para aprovar a PEC.

Caixa 2 - Após participar de uma reunião sobre reforma política no Palácio do Planalto, o presidente da Câmara afirmou que pode colocar para votar um projeto de anistia à prática de caixa 2, desde que a proposta seja discutida de maneira transparente com a sociedade.

“Qualquer tema pode ser pautado, não tenho objeção a nenhum tema, contanto que ele seja feito com nome, sobrenome e endereço fixo. Eu acho que essa é a questão que falta neste debate”, disse.

Eunício -  O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), minimizou, o fato de ter sido inserido na chamada “lista de Janot” em que constam os parlamentares que deverão ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Lava Jato. “Processo de investigação não é sentença. Confio na Justiça do meu Brasil”, afirmou Eunício ao chegar ao Senado. Apesar dos desgastes políticos com o surgimento dos nomes daqueles que deverão ser alvo de inquérito no STF, o senador defendeu que as atividades no Congresso não fiquem paralisadas. “Essa Casa vai saber separar”, afirmou.

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