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Finanças

16/05/2017

Prévia do PIB tem alta de 1,12% no primeiro trimestre

Resultado positivo encerra série de quedas iniciada em 2014
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Expectativa de safra agrícola recorde neste ano no País influenciou a prévia do PIB/CXBH/Divulgação
Brasília - Influenciado pela expectativa de safra agrícola recorde, o indicador do Banco Central que mede a atividade econômica cresceu 1,12% no primeiro trimestre em relação aos três últimos meses do ano passado, mostram dados divulgados ontem pela autoridade monetária.

É o primeiro crescimento para qualquer trimestre desde os últimos três meses de 2014, quando o IBC-br subiu 0,21%.

Em março, porém, o indicador caiu 0,44% na comparação com fevereiro - o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já havia afirmado que o movimento era esperado para o período.

Em fevereiro, o indicador cresceu 1,37% em relação ao mês anterior, acima do que era esperado pelo mercado. Em janeiro, houve alta de 0,36% na comparação com dezembro de 2016.

Conhecido como IBC-Br, o índice incorpora projeções para serviços, comércio, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

O IBGE está esperando uma safra de grãos mais de 26% maior do que a do ano passado, expectativa que foi revisada para cima diversas vezes. Esse foi o principal determinante no crescimento do trimestre.

Analistas já vinham pontuando que a recente mudança de metodologia das pesquisas de comércio e serviços do IBGE - que embasam os cálculos para o comportamento do índice - vinha turvando as expectativas.

A mudança ocorreu porque o peso da amostra das empresas que participam das pesquisas do IBGE foi redistribuído. Em vez de seguir usando como referência para essa base o ano de 2011, o instituto atualizou os dados para 2014.

“Quando pegamos os dados do trimestre, o IBC-Br mostra uma inflexão? Mostra. Mas hoje não temos condição de dizer o que é fruto de atividade e o que é fruto de metodologia”, afirmou a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif.

“No geral o que a gente vê é que esses dados vão na linha de uma economia que estabilizou. Agora, é óbvio que tem uma certa insegurança porque o termômetro não está muito bom”, acrescentou ela, em referência à volatilidade dos dados do IBGE.

O resultado negativo em março se deu na esteira de uma fraqueza generalizada em indicadores econômicos recentes divulgados pelo órgão. No mês, o setor de serviços caiu 2,3% sobre fevereiro, pior resultado em cinco anos e abaixo do esperado por analistas.
O varejo, por sua vez, recuou 1,9 por cento na mesma base de comparação, no dado mensal mais fraco em 14 anos. Enquanto isso, a produção industrial despencou 1,8% sobre o mês anterior, leitura mais fraca para março na série histórica iniciada em 2002. O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

Estabilidade - A avaliação de economistas é que, após longo período de crise, a atividade começa a se estabilizar, com recuperação em alguns segmentos.

Embora tenha avaliado que o dado de março surpreendeu positivamente, o economista-chefe do Bradesco, Fernando Barbosa, ressaltou que ele ainda veio no campo negativo e que o caminho daqui para frente não será de uma forte recuperação econômica.

“Esse resultado, que reflete as quedas nas vendas do varejo e do setor de serviços divulgadas na última semana, reforça nosso cenário de que a retomada da economia será bastante gradual”, escreveu em nota. (FP/Reuters)

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