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Economia

12/08/2017

Previsões de captação sobem para US$ 13 bi

Expectativa anterior, publicada em maio pela companhia, era pela obtenção de US$ 4 bilhões neste ano
Reuters
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Rio de Janeiro – A Petrobras aumentou a previsão de captação de recursos neste ano, com o objetivo de reduzir os volumes de vencimentos de dívidas em 2018, 2019 e 2020, ao observar oportunidades no mercado doméstico e considerando que o ambiente no próximo ano pode não ser favorável, devido às eleições presidenciais.

As previsões para captações de recursos em 2017 foram elevadas para US$ 13 bilhões, ante previsão anterior publicada em maio de US$ 4 bilhões, informou a companhia na sexta-feira (11), durante teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.

Em conversa com analistas, o diretor-executivo da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro, afirmou que todas as próximas captações deste ano devem ser realizadas no Brasil e que a estratégia de amortização da dívida deve permanecer como a adotada nas últimas operações.

A ideia é obter recursos para realizar pré-pagamentos de vencimentos mais curtos e alongando da dívida para períodos entre cinco e sete anos, segundo explicou Monteiro. “A gente está com um nível de amortização (da dívida) bastante confortável para 2018..., mas a gente acha que deve (realizar amortizações), dado que 2018 é um ano eleitoral; e a gente acha que existem oportunidades e você deve esperar anúncios da companhia nas próximas semanas”, afirmou Monteiro.

Na noite de quinta-feira, Monteiro afirmou em uma coletiva de imprensa sobre os resultados que há vencimentos de US$ 9,3 bilhões para 2018 e que a empresa vai trabalhar para uma redução entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões.

Os vencimentos atuais para 2019 somam US$ 16,7 bilhões, enquanto que os de 2020 somam US$ 12,6 bilhões, segundo dados da Petrobras.

O endividamento líquido caiu de R$ 314,120 bilhões ao final de 2016 para R$ 295,3 bilhões ao final do primeiro semestre. O indicador de dívida líquida/Ebitda ajustado ficou em 3,23 vezes, praticamente estável ante o primeiro trimestre (3,24 vezes).
Em julho, a empresa informou que seu Conselho de Administração aprovou a emissão de até R$ 5 bilhões em debêntures simples, não conversíveis em ações.

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Desinvestimento -
Sobre os resultados, Monteiro frisou que a empresa permanecerá em busca de redução da dívida e que, para isso, vai acelerar o programa de desinvestimentos no segundo semestre. Ele apontou que a empresa mantém a meta de obter R$ 21 bilhões com o programa de venda de ativos entre 2017 e 2018.

A Petrobras teve queda no lucro líquido do segundo trimestre, a R$ 316 milhões, em resultado abaixo do consenso do mercado devido a despesas bilionárias com a adesão a programas de regularização tributária, preços do petróleo ainda fracos, queda nas exportações e menores vendas domésticas.

O lucro líquido recuou 14,6% sobre os segundo trimestre de 2016 e 93% ante os três primeiros meses deste ano, com efeitos negativos de R$ 6,234 bilhões da adesão aos programas tributários conhecidos como PRT e Pert.

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