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Agronegócio

17/01/2018

Produção de ovos tende a recuar em Minas

Estudo da Seapa aponta queda de 49% em dez anos, fruto da retração verificada entre 2006 e 2016
Michelle Valverde
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Projeção negativa pode ser revertida caso haja estímulo ao consumo e melhora da economia/Marcos Alvarenga/Arquivo DC
A produção de ovos em Minas Gerais tende a recuar na década 2017/2027. A expectativa, segundo os dados levantados no estudo “Projeções do Agronegócio Mineiro 2017 a 2027”, documento elaborado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é chegar em 2027 com uma produção em torno de 173,5 milhões de dúzias de ovos. Se concretizada a previsão, a queda será de 49%, frente a 2017. O número de galinhas poedeiras também ficará menor, 6,31%, com um efetivo de 19,6 milhões de cabeças.

O resultado negativo na perspectiva é fruto da retração verificada na produção mineira na última década. No decênio 2006 a 2016, foi observado que o alojamento de aves de postura apresentou queda de 5,9%, acompanhando a tendência brasileira de redução no número de aves alojadas.

Outro fator que contribui para a oscilação da produção de ovos é a oferta de milho e farelo de soja, produtos utilizados na composição da ração e que representam até 70% do custo das granjas. O milho influencia diretamente na cadeia de produção de ovos, que irá pesar em maior ou menor grau nos custos de produção, conforme a cotação no mercado. O equilíbrio entre a oferta e a demanda é assegurado com o ajuste rápido nas granjas produtoras pela redução ou ampliação do número de aves alojadas com o objetivo de otimizar os resultados.

Apesar de os dados de 2017 não terem sido totalmente fechados, em função da crise econômica, a tendência é de que o consumo per capita de ovos tenha ficado entre a estabilidade e uma pequena alta.

O estudo da Seapa ressalta que, apesar da tendência de queda, a expectativa negativa pode ser revertida caso ocorra a intensificação de campanhas que estimulem o consumo de ovos e que também ocorra melhora do cenário econômico brasileiro.

Minas Gerais possui algumas granjas que implantaram sistemas de processamento de ovos (pasteurizados, líquidos e em pó), o que possibilitou atender consumidores diferenciados. O processamento dos ovos também permite que o Estado exporte. Até 2016, as exportações estiveram concentradas em um comprador, os Emirados Árabes Unidos, que adquiriram 78,3% do volume. No entanto, os Emirados vêm reduzindo significativamente a importação.

Por isso, para manter as exportações em alta, o desafio do setor será na conquista de novos mercados e intensificação dos investimentos em marketing e na melhoria dos processos de produção para tornar o produto mais competitivo. A projeção é que até 2027 o Estado esteja exportando 27,7 mil toneladas de ovos processados, o que, se alcançado, representará um incremento de 57,76% frente a 2017.

Nos Estado, os municípios de Montes Claros (Norte de Minas), Nepomuceno (Sul de Minas) e Santo Antônio do Monte (Centro-Oeste) representam um importante polo de avicultura de postura de ovos de consumo.

Já o Sul de Minas, especificamente os municípios de Itanhandu, Itamonte, Pouso Alto e Passa Quatro, é caracterizado por possuir granjas maiores, a maior parte delas com galpões automatizados e com maior número de aves alojadas, cerca de 100 mil.

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