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Economia

24/02/2018

Produção recua em Minas, mas setor mantém o otimismo

Janeiro serviu para ajustar os estoques nas empresas
Leonardo Francia
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As expectativas são positivas em relação aos investimentos/Alisson J. Silva
Sob impacto da sazonalidade do mês, a indústria mineira reduziu a produção em janeiro e aproveitou para ajustar os estoques, que já vinham há 11 meses em níveis acima do planejado. Esse foi o quadro ilustrado pela Sondagem Industrial, divulgada na sexta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Por outro lado, o estudo também mostrou que o parque produtivo estadual tem expectativas positivas para os próximos meses e, apesar do nível de utilização da capacidade ter caído, o índice foi o melhor para janeiro em cinco anos.

A sondagem mostrou que o indicador de produção da indústria de Minas continua negativo (abaixo de 50 pontos), em 48 pontos em janeiro, mas 6,5 pontos maior do que o índice de dezembro de 2017 e praticamente 5 pontos acima do indicador do mesmo mês daquele ano. O menor índice relativo à produção na divisão por porte de empresas no período foi apurado nas pequenas indústrias, com 42,6 pontos.

“Essa redução da produção em janeiro já era esperada porque é um mês de férias e demanda mais baixa e também porque as encomendas de final de ano já foram entregues. As empresas aproveitaram essa queda para ajustar estoques, o que não acontecia desde fevereiro de 2017, quando tivemos 11 meses consecutivos com acúmulo indesejado de estoques”, avaliou a economista da Fiemg, Anelise Fonseca.

O indicador de estoques de produtos finais atingiu 50,9 pontos em janeiro, 0,9 ponto maior do que no mês anterior. Porém, o índice de estoques efetivo planejado caiu, chegando a 50,9 pontos, na mesma comparação, o que significa que o parque industrial conseguiu desovar estoques no período, adequando melhor os níveis ante a demanda atual.

De acordo com a Sondagem Industrial, o nível de uso da capacidade instalada em janeiro (40,3 pontos) ficou 1 ponto abaixo do registrado no mês anterior, mas em relação ao índice de idêntico mês um ano antes (37,9 pontos), houve um aumento de 2,4 pontos. Este foi o melhor índice para janeiro nos últimos cinco anos.

O indicador de nível de emprego industrial para janeiro foi de 48,2 pontos, ficando 0,5 ponto percentual abaixo do mês anterior, porém, 2,3 pontos acima do registrado em idêntico mês de 2016. Neste caso, também foram as empresas de pequeno porte que apresentaram indicador abaixo da média, com 46,6 pontos, conforme apontou a sondagem.

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Expectativas - A sondagem da Fiemg mostrou que os empresários industriais do Estado têm expectativas positivas com relação à demanda, compra de matéria-prima e até de intenção de investimento. No entanto, a perspectiva para fevereiro em relação a novas contratações ainda é negativa, com 49,7 pontos.

O destaque entre as melhores perspectivas dos industriais ficou por conta da demanda futura. Este indicador ficou positivo em 56,8 pontos para janeiro e foram as grandes indústrias com o melhor índice (60,7 pontos) no período. “Isso é bom porque no momento de recuperação são as grandes empresas que puxam o restante das cadeias”, afirmou Anelise Fonseca.

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