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Economia

09/02/2018

Produção industrial mineira cresce 1,5% e sinaliza retomada

Resultado de 2017 ficou próximo da previsão, de 1,9%
Gabriela Pedroso
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Carro-chefe da economia mineira, o beneficiamento do minério de ferro exerce um peso importante no desenvolvimento econômico/Divulgação
A produção industrial de Minas Gerais cresceu 1,5% no ano passado, na comparação com 2016, e encerrou o exercício em um patamar bem próximo do que era esperado pelo setor para o Estado, de um avanço da ordem de 1,9%. A alta foi influenciada, principalmente, pelo desempenho do segmento extrativo, que, no mesmo período, apresentou variação positiva de 3,4%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Paulo Casaca avalia que, para um período pós-crise, o resultado foi bastante significativo, porque mostra que o Estado saiu da recessão e começou a se recuperar. Ele destaca, porém, que, para 2018, ainda é preciso cautela quanto ao que vem pela frente.

“Evidentemente que a gente não descarta pontos de atenção para este ano. Temos, por exemplo, as eleições, que podem influenciar no decurso da economia nos próximos anos, e temos também a agenda de reformas estruturais que a gente precisa manter, principalmente a reforma da Previdência. Caso essa última não seja discutida, podemos ter problemas fiscais muito graves no País”, afirma Casaca.

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No ano passado, oito dos treze segmentos contemplados na composição do indicador tiveram elevação na produção. Além da indústria extrativa (3,4%), puxada pelo minério de ferro em bruto ou beneficiado, contribuíram com maior peso para o crescimento do nível da atividade os ramos alimentício (1,7%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (4,2%) e de produtos têxteis (13,8%). Esses três últimos foram impulsionados, respectivamente, pela maior fabricação de carnes de bovinos congeladas e açúcar cristal e VHP; de veículos para transporte de mercadorias; e de tecidos de algodão crus ou alvejados e tecidos de algodão tintos, estampados ou tintos em fio.

“A gente tinha feito em novembro uma projeção (para a produção) em torno de 1,9% para o ano. Então, o resultado veio em linha com o que a gente estava esperando. A diferença (de 0,4%) talvez tenha ocorrido por causa do resultado mais fraco da indústria extrativa especificamente no confronto de dezembro de 2017, com igual período de 2016”, explica o economista da Fiemg.

No acumulado de doze meses (1,5%), o crescimento no Estado foi o quinto resultado positivo seguido nessa base e indicou a manutenção de uma trajetória de alta que vem se desenhando desde outubro de 2016 (-7,9%).

Em relação a igual mês do ano anterior, a indústria em Minas recuou 1,5% em dezembro de 2017. Em sentido oposto, a produção industrial nacional subiu 4,3%, oitavo resultado positivo seguido na base. No Estado, seis das treze áreas pesquisadas tiveram queda, que foi mais intensa nas indústrias extrativas (-10,3%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-12,9%) e alimentícias (-4,5%).

Na passagem de novembro para dezembro, a produção industrial mineira avançou 0,2%. Apesar da variação positiva, o percentual foi inferior ao do indicador apurado para o Brasil, que apontou crescimento de 2,8%.

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