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Economia

12/07/2018

Produção industrial mineira encolhe 7,3%, afetada pela crise no transporte

Greve dos caminhoneiros prejudicou a entrega de insumos e produtos
Leonardo Francia
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Em maio, o setor de veículos automotores no Estado registrou queda de 1,7% frente ao mesmo mês do ano passado/Divulgação
A produção industrial de Minas Gerais caiu 7,3% em maio sobre o mesmo mês de 2017. Em relação ao mês anterior, a queda foi de 10,2%. O principal motivo para o recuo foi a greve dos caminhoneiros, na última semana de maio deste ano, que impactou na chegada de insumos e no escoamento de produtos. Setores que vinham se recuperando, como a indústria automotiva, acabaram sofrendo a influência da paralisação do abastecimento do País e registraram queda para o período. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Este é o primeiro indicador da produção que revela queda em função da greve dos caminhoneiros. Vimos setores que vinham em recuperação, como o de veículos, metalurgia e de alimentos, muito afetados pela paralisação. Os insumos não chegaram e a distribuição da produção foi penalizada, afetando o desempenho da indústria como um todo”, informou a gerente de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Geras (Fiemg), Daniela Britto.

Com base nos dados do IBGE, em maio, a produção de veículos automotores em Minas teve uma redução de 1,7% em relação ao mesmo mês de 2017. No mesmo confronto, a indústria de alimentos registrou queda de 2,7% e a metalurgia, decréscimo de 1,3%.
A indústria extrativa, que tem participação relevante para a economia mineira, com peso de 25% para a produção industrial do Estado, viu sua produção aumentar 0,6% em maio sobre o mesmo mês de 2017. “É um setor menos dependente do modal rodoviário e, por isso, não sofreu tanto com a paralisação dos caminhoneiros”, justificou a economista da Fiemg.

Acumulado – De janeiro a maio, a produção industrial de Minas também registrou uma queda, de 2,2%, em comparação com os mesmos meses de 2017. Neste caso, segundo Daniela Britto, é exatamente a mineração, com recuo de 2,8% em igual confronto, que puxou o resultado do Estado para baixo.

“A indústria extrativa está puxando para baixo a produção global do Estado porque está acontecendo um redirecionamento da produção minerária do País para o Pará, onde o projeto S11D da Vale está em ramp up (aumento gradual de produção). Além disso, o preço pago pelo minério extraído lá é maior do que o do produzido aqui”, explicou.

Devido ao peso da mineração para o Estado, a economista da Fiemg contou que a entidade estima uma queda de 8,4% na produção do setor em 2018 sobre 2017. Por outro lado, a indústria da transformação mineira deve fechar o ano com crescimento de 0,9%. “Nesse balanço, nossa perspectiva é de que a produção da indústria de Minas caia 1,5% neste ano, puxada pela indústria extrativa”, pontuou.

A indústria de máquinas e equipamentos também vem apresentando recuperação. A produção do segmento cresceu 0,4% entre janeiro e maio na comparação com os mesmos meses do ano passado. O resultado do setor é considerado muito importante porque pode indicar a retomada dos investimentos. Em Minas, porém, é o agronegócio que vem puxando as encomendas de bens de capital, segundo a economista.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio deste ano, a produção industrial do Estado registrou uma queda de 0,4%. Nesse período, o destaque foi o crescimento de 1,8% para a indústria de transformação e a retração de 0,4% para a atividade extrativa.

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