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Internacional

05/12/2017

Produção menor até o fim de 2018

Grandes exportadores de petróleo podem limitar estoques mais tempo para forçar preços
AE
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Opep e grandes produtores liderados pela Rússia vêm limitando produção desde 2016/Reuters/Leonhard Forger
Riad - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o grupo de grandes produtores liderados pela Rússia deverão cumprir o acordo de limitar a produção da commodity até o fim de 2018, uma vez que a tarefa de reequilibrar o mercado ainda não foi concluída, mas eles dispõem de oferta suficiente com a qual podem responder a quaisquer interrupções repentinas, informou ontem o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih.

“Nossa projeção é de os estoques não cairão significativamente nos próximos quatro meses, exatamente como temos visto em 2017”, falou Falih a repórteres em Riad.

Já a oferta de países que não participam do acordo de redução na produção do petróleo, incluindo os EUA, continuará crescendo nesse meio tempo.

“Sendo assim, vamos esperar para ver a exata taxa de diminuição (dos estoques) no segundo trimestre e vamos revisá-la em junho, com a expectativa, a menos que algo inesperado aconteça, de que não mudaremos a trajetória no segundo semestre do ano”, declarou Falih.

Na última quinta-feira, a Opep, Rússia e outros grandes produtores que controlam cerca de 60% da oferta mundial de petróleo prometeram em Viena continuar reduzindo a produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia até o fim do próximo ano. Anteriormente, o pacto iria vencer em março.

Leia também:
Fabricação cai em 300 mil barris/dia


Recuperação frágil - A renovação do acordo veio em um momento decisivo para a indústria petrolífera, que atravessa uma recuperação ainda frágil. Os cortes na produção estão em vigor desde janeiro.

Na semana passada, contudo, a Opep e parceiros informaram que poderão rever a necessidade de manter os atuais limites de produção quando voltarem a se reunir, em junho, a pedido da Rússia. Isso significa que os cortes poderão ser suspensos antes do previsto se houver uma avaliação de que os preços em alta estão ajudando produtores de óleo de xisto dos EUA, em detrimento de países que estão contendo sua produção.

Falih ressaltou, no entanto, que os produtores ainda têm “capacidade ociosa próxima de 2 milhões de barris”. O ministro saudita falou após se reunir com o secretário de Energia dos EUA, Rick Perry.

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