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Economia

12/08/2017

Produção da Jaguar recua 18,6% em Minas

Em meio aos resultados operacionais negativos, a mineradora revisou para baixo as projeções para este ano
Leonardo Francia
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Foram produzidas 19,7 mil onças de ouro nos ativos da companhia em Minas Gerais no segundo trimestre deste ano/Evandro Fiúza/MSol/Divulgação
A Jaguar Mining produziu 19,7 mil onças de ouro a partir de seus ativos em Minas Gerais no segundo trimestre deste ano, com quedas de 11,3% frente à produção nos três meses anteriores (22,2 mil onças) e de 18,6% em relação aos mesmos meses de 2016 (24,2 mil onças).

A companhia informou que revisou para baixo suas projeções relativas à produção nos ativos mineiros. Antes, a previsão era de que a produção chegasse entre 100 mil e 110 mil onças de ouro, mas, agora, a meta é bater entre 95 mil onças e 105 mil onças. “Segundo a Jaguar, a revisão reflete o resultado do primeiro semestre “desafiador”, considerando a menor produção e o fortalecimento do real sobre o dólar.

As operações da empresa estão concentradas na região do Quadrilátero Ferrífero, no Estado. A mina de Turmalina está dentro de um complexo minerador em Conceição do Pará, na região Centro-Oeste, que também inclui planta metalúrgica e escritórios. Já os ativos de Pilar e Roça Grande fazem parte do projeto Caeté, localizado no município de mesmo nome, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). De acordo com a mineradora, a produção de Turmalina deve representar cerca de 60% do volume previsto e a dos ativos em Caeté, aproximadamente 40%.

Em Turmalina, a produção de ouro entre abril e junho foi de 10,8 mil onças, com queda de 28% em relação às 15 mil onças que saíram da mina em igual trimestre de 2016. O volume do metal produzido no complexo representou 54,8% do total da companhia em Minas. Apesar da retração, a mineradora afirmou que busca atingir um ritmo de produção anual no ativo de 95 mil onças.

A Jaguar confirmou que as vendas do ouro extraído e processado em Turmalina somaram 10,8 mil onças no segundo trimestre deste ano, também com recuo de 28% frente às 15 mil onças negociadas a partir do ativo no mesmo período do exercício passado.

No complexo de Caeté, onde estão em operação as minas subterrâneas de Pilar e Roça Grande, a produção de ouro somou 8,8 mil onças no segundo trimestre deste ano contra 9,1 mil onças no mesmo período de 2016, uma redução de 3,3%. Em termos de vendas, foram comercializadas 7,6 mil onças do metal extraído no complexo, com 14,7% menos, no mesmo confronto.

Com base nas informações do relatório divulgado pela Jaguar, o desempenho operacional das minas dentro do Estado devem melhorar e, com isso, a produção aumentar ao longo deste segundo semestre, resultando também em uma melhoria contínua nos custos de caixa da companhia.

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Licença - Além disso, no final de junho, a Jaguar Mining anunciou que obteve uma licença estratégica para exploração mineral de uma área de mil hectares, localizada a 4,5 quilômetros das suas operações no complexo de Caeté, onde estão em atividade as minas de ouro de Pilar e Roça Grande.

Na ocasião, a Jaguar afirmou que acreditava que a área licenciada tem grande potencial para a exploração de ouro. Além disso, o local faz junção com um outro ativo da mineradora, a mina Morro da Mina, cujas sondagens e amostragem de solo estão previstas para este semestre. O objetivo do trabalho é confirmar as ocorrências históricas do ouro dentro e ao redor do alvo.

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