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16/12/2016

Produção tende a recuar em 2017

Michelle Valverde
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Após um ano de grande safra, tendência natural é de queda/Alexandr Soares/ Emater MG
Ao longo do ano, Minas Gerais enfrentou alguns problemas climáticos. Com as chuvas no final de maio e início de junho, quando a colheita já havia sido iniciada, houve queda de café e perda de qualidade. Também foram registradas geadas e chuvas de granizo em áreas expressivas no Sul de Minas. As altas temperaturas e a falta de chuvas também marcaram o ano em algumas regiões. O maior impacto será sentido na produção em 2017.

Muitas lavouras apresentaram estado vegetativo ruim após a colheita. Além disso, vários produtores adotaram o sistema “safra zero”, realizando podas em lavouras para obter melhor produtividade nos próximos anos.

“Levando em consideração que Minas Gerais colheu uma safra muito grande em 2016, é uma tendência natural que a árvore fique depauperada e produza menos no próximo ano. Então, por conta disso, teremos, no ano que vem, uma safra bem menor”, avalia o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente das Comissões de Cafeicultura da Faemg e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita.

Com os estoques de café em baixa, a expectativa é de preços melhores para os cafeicultores em 2017, o que, para se concretizar, também dependerá dos estoques privados.
“Sem estoques oficiais, acreditamos que o mercado possa ser mais favorável no próximo ano. Mas é preciso lembrar que existem os estoques de cooperativas, dos armazéns-gerais, que não sabemos quantificar. Sabemos que o Brasil terá uma oferta muito apertada de café até a safra 2017, mas acreditamos que o volume será suficiente para cumprir compromissos internos e externos”, explicou Mesquita.

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