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Agronegócio

12/09/2017

Produtores apostam nas frutas vermelhas

Com alto valor agregado, as berries, geralmente importadas, têm sido cada vez mais cultivadas no Sul de Minas
Da Redação
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Além do morango, já cultivado no Estado, estão em alta o mirtilo, a framboesa e a amora-preta/Emater/ Divulgação
Produtores mineiros têm apostado e obtido sucesso no cultivo de frutas do grupo das berries, muito populares nos Estados Unidos, e que, até então, só eram encontradas em prateleiras de importados.

O strawberry (morango) é um velho conhecido no Brasil, e sua produção em Minas Gerais está em escala ascendente. Agora, entraram em cena a raspberry (framboesa), o blueberry (mirtilo) e a blackberry (amora-preta). Enquanto esse mercado desponta no Estado, as exportações mineiras de frutas consideradas tradicionais, como limão, abacate e abacaxi crescem.

Há dez anos, Ricardo Savi Sacarponi Chermont trocou a vida agitada na capital paulista, onde trabalhava no mercado financeiro, pelo campo. “Fui morar em Atibaia, no interior de São Paulo, e comecei a procurar uma terra boa para plantar eucalipto, até que cheguei a Minas e comprei um sítio de 30 alqueires”, conta. Hoje, ele cultiva morango, blueberry e blackberry no município de Cambuí, na região Sul.

Com o sucesso da iniciativa, Ricardo criou uma marca própria e abriu uma loja em Atibaia. “Tenho quatro câmaras frias com capacidade para estocar até 50 toneladas de frutas, que vendo congeladas. Meu próximo plano é abrir uma franquia da loja”, comemora.

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Alto valor - O cultivo de berries é feito em pequena escala nas propriedades, mas o alto valor agregado dessas frutas tem atraído cada vez mais produtores. De acordo o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Emerson Dias Gonçalves, o quilo de blackberry chega a ser vendido por R$ 15 no mercado, e o de raspberry por até R$ 25.

O produtor Francisco de Assis Vilas Boas abandonou a plantação de batatas na cidade de Maria da Fé, no Território Sul, para produzir as duas berries. “A mudança valeu a pena. Hoje, eu e meu sócio colhemos, por ano, duas toneladas de raspberry e cerca de três toneladas de blackberry. Vendemos tudo congelado. Agora, estamos pensando em produzir geleia e suco dessas frutas”, diz.

Futuro promissor - Histórias de sucesso como as de Ricardo e de Francisco entusiasmam os novos produtores de berries. Em 2013, o turismólogo Daniel Batagin Humada iniciou o cultivo de strawberry, blueberry e blackberry em Marmelópolis, no Sul do Estado. A produção ainda é incipiente, mas ele acredita em um futuro promissor.

“Plantei cem mudas de blueberry e agora vou plantar mais cem. A primeira colheita só deve acontecer daqui a três anos. Vale a pena esperar, porque o preço de um quilo sai a R$ 70. Enquanto isso, vivemos da lavoura de strawberry orgânico, que tem um preço melhor e retorno mais rápido” .

Diversificação - A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) incentiva a diversificação da fruticultura. Segundo o coordenador de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, o cultivo de berries tende a crescer em Minas.

“Temos condições para produzir frutas tropicais, subtropicais e temperadas e situações especiais durante o ano todo. Hoje, já é possível produzir strawberry até em localidades com altas temperaturas, como Montes Claros”, assinala.

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