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Agronegócio

14/03/2017

Produtores de tangerina devem ficar atentos a doenças

Mancha-marrom-de-Alternária aparece nessa época
Michelle Valverde
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O fungo se multiplica em períodos quentes e úmidos, prinicipalmente entre novembro e março/Epamig/Divulgação
Os produtores de tangerina, em Minas Gerais, precisam ficar atentos às doenças que podem acometer os pomares. Uma das principais enfermidades, a Mancha-marrom-de-Alternária apresenta sintomas no período da colheita, que já foi iniciada em alguns municípios do Estado. Além de comprometer o metabolismo da planta, a Mancha-marrom prejudica a aparência e a qualidade dos frutos, causando prejuízos aos produtores de tangerina.

De acordo com os dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Mancha-marrom-de-Alternária é provocada pelo fungo Alternaria alternata, que se multiplica em épocas de altas temperaturas e elevada umidade relativa do ar. O fungo libera uma toxina chamada ACT que, uma vez instalada nos pomares, se dissemina entre as folhas e frutos, tornando o combate ao fungo cada vez mais difícil.

“O pico de multiplicação do fungo acontece entre novembro e março e reduz logo quando termina a estação chuvosa e as temperaturas caem. O produtor precisa ficar atento e buscar formas de prevenir o ingresso do fungo nos pomares de tangerinas. Uma das formas de evitar a contaminação é utilizando mudas sadias, certificadas e resistentes à doença”, explicou a pesquisadora da Epamig Ester Alice Ferreira.

Uma vez instalada, uma das práticas que pode minimizar os prejuízos é a pulverização dos pomares com produtos específicos contra o fungo. A pesquisadora da Epamig destaca que os insumos devem ser registrados e a pulverização feita com acompanhamento técnico.
Com o final da colheita da tangerina, que tem pico entre maio e agosto, o recomendado é que os produtores façam a poda das plantas, reduzindo a copa e abrindo espaço para maior passagem de luz. Esta prática contribui para a redução da umidade e dificulta a proliferação do fungo.

A observação do pomar é considerada fundamental para evitar que a doença se alastre. Os primeiros sintomas são percebidos nas folhas, que passam a apresentar manchas circulares e ovais de coloração marrom ou preta. A doença compromete o metabolismo da planta, o que reduz a produtividade e afeta o desenvolvimento de ramos novos.

Nos frutos, as manchas variam de tamanho. Conforme a intensidade do ataque do fungo, as tangerinas podem apresentar gosto de podre, o que inviabiliza a comercialização da produção.

Ainda segundo Ester, em casos de ataque severo, a doença inviabiliza comercialmente a produção. “O citricultor precisa estar atento e agir assim que forem observados os primeiros sintomas da doença. Em casos graves, a Mancha-marrom-de-Alternária mata a planta e causa prejuízos significativos aos produtores”, disse Ester.

Produção - Minas Gerais é responsável pela produção anual de 200 mil toneladas de tangerinas, respondendo por 19% do volume nacional. Segundo maior produtor, atrás de São Paulo, o Estado dedica à cultura cerca de 8 mil hectares.

A maior produção esta concentrada na região Central, onde a colheita atinge 91 mil toneladas ao ano, representando 46% do volume estadual. Em seguida está o Sul de Minas, região responsável pela produção de 50,6 mil toneladas de tangerinas ao ano.

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