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DC Inovação

10/11/2017

Programa Batch vai aportar R$ 6,5 milhões em 20 startups mineiras

Serão cinco pacotes de investimentos no valor de R$ 1,3 mi
Ana Carolina Dias
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Termo usado para denominar pessoas físicas que investem capital próprio em empresas nascentes, os investidores-anjo buscam empreendimentos com grande potencial de crescimento. Proporcionar a conexão destes investidores com startups é o objetivo do programa Batch, uma parceria da aceleradora Techmall com o escritório Andrade Silva Advogados, que iniciou as atividades em março deste ano e vai beneficiar 20 startups mineiras com cinco pacotes de investimentos no valor de R$ 1,3 milhão cada. O planejamento é concluir as fases de prospecção e seleção até o início de dezembro e começar o desenvolvimento, investimento e acompanhamento das startups contempladas.

Na primeira etapa, que está em andamento, a iniciativa seleciona investidores-anjo que podem aportar entre R$ 50 mil a R$ 300 mil para a aceleração de empresas que atuam em setores estratégicos da economia, como saúde, varejo, agronegócio e logística.

A tecnologia é considerada um diferencial competitivo das startups na análise do diretor e sócio-fundador da Techmall, Vinícius Roman, que destaca ainda que a aceleradora verificou que uma das grandes dificuldades no mercado é identificar para os investidores quais startups seriam ideais para investir. “A partir dessa demanda, pensamos na possibilidade de unir um grupo de investidores para aportar em um conjunto de boas startups e é esse o conceito que está por trás do programa Batch”, explica Roman, que diz ainda qual é o perfil procurado pelo programa. “O nosso foco é em startups mais maduras, com um produto mínimo viável definido, pelo menos uma venda ou possibilidade de venda iniciada e que atuem em setores estratégicos da economia. Os critérios para escolher as empresas participantes podem variar de acordo com os investidores selecionados”, ressalta.

A segurança do investidor-anjo é também uma preocupação. A advogada e sócia do escritório Andrade Silva Advogados, Priscila Spadinger, acrescenta que há um respaldo a esses investidores por meio da aplicação da Lei Complementar 155/16, que permite a entrada de investimento-anjo sem os riscos inerentes à gestão das startups, tais como questões trabalhistas e tributárias. “O programa vai dar responsabilidade e segurança para o investidor que quer começar a aportar capital em startups ou já conhece a respeito. A assessoria jurídica proporciona segurança aos interessados e suporte jurídico necessário às startups. Nós protegemos o investidor-anjo através de contratos de investimento e, mesmo ele tendo uma participação minoritária no negócio, em função dos recursos financeiros e da expertise investidos, os riscos jurídicos dele são mínimos”, afirma Priscila Spadinger.

Smart Money - Além de aportar recursos em novas empresas, os investidores-anjo são responsáveis por disponibilizar toda a rede que possuem para alavancar o desenvolvimento das novas empresas. Essa atuação é fundamental para Roman e, segundo ele, faz parte da capacitação e orientação durante o processo de inserção das soluções no mercado, em um contexto conhecido como smart money. “Estamos à procura dos investidores que tenham não só o capital, mas também interesse em contribuir para que a startup cresça. Seja por meio de compartilhamento da rede de contatos, experiência de mercado ou ainda pela cadeia movimentada por eles”, diz.

O diretor e sócio-fundador da Techmall conta ainda que, a partir do momento que o grupo de investidores estiver formado, acontecerá um alinhamento prévio das diretrizes e teses de investimento que abrangem os setores em foco e o perfil das startups procuradas para então ser aberta uma chamada para o mercado. As 20 empresas selecionadas passam então por um processo de aceleração com duração de três meses, com duas rodadas de R$ 150 mil para cada uma delas. “O programa tem o formato de um funil e, à medida em que as startups vão evoluindo e descobrimos mais sobre a capacidade delas, os investidores vão comprometendo os recursos. O total de até R$ 300 mil por startup é um valor difícil de encontrar nos programas existentes e a nossa proposta também é cobrir um gap de investimento dentro do mercado de startups”, explica.

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