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Finanças

05/12/2017

Projeções para o PIB são revisadas para cima

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Brasília – Na esteira da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, na última sexta-feira, o mercado financeiro elevou sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2017. A expectativa de alta para o PIB deste ano passou de 0,73% para 0,89% no Relatório de Mercado Focus divulgado ontem. Há um mês, a perspectiva estava em 0,73%. Para 2018, o mercado elevou a previsão de alta do PIB de 2,58% para 2,6%. Quatro semanas atrás, a expectativa era de 2,5%.

Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,1% no terceiro trimestre, em relação ao segundo trimestre. Apesar de modesto, o número foi bem recebido pelo mercado. Um dos motivos foi o crescimento do investimento produtivo, de 1,6% no trimestre, na primeira alta após 15 quedas consecutivas.

No Focus, a projeção para a produção industrial deste ano seguiu com avanço de 2%. Há um mês, estava no mesmo percentual. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,9%, ante 3% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 foi de 52,15% para 52,10%. Há um mês, estava em 52,25%. Para 2018, a expectativa no boletim Focus foi de 55,40% para 55,55%, ante 55,90% de um mês atrás.

Inflação - Os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este e o próximo ano. O Relatório de Mercado Focus divulgado ontem pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA em 2017 foi de 3,06% para 3,03%. Há um mês, estava em 3,08%. Já a projeção para o índice de 2018 permaneceu em 4,02%, mesmo percentual de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique levemente acima do piso da meta, de 3%, em 2017. O centro da meta para este ano e o próximo é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (inflação de 3% a 6%).

Em outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC havia informado suas projeções para o IPCA: 3,3% em 2017, 4,3% em 2018 e 4,2% em 2019. Estes parâmetros devem ser atualizados na próxima quarta-feira, quando o Copom anuncia o novo patamar da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 7,5% ao ano.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 no Focus foi de 3,10% para 3,09%. Portanto, estas casas também preveem que o BC cumprirá a meta, já que a inflação ficará acima do piso de 3%. Para 2018, a estimativa do Top 5 seguiu em 4%.

Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,05% e 4,00%, respectivamente.
Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,98% para 3,96% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,01%

Juros - À espera da decisão do Copom do Banco Central, na próxima quarta-feira, dia 6, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2017 e 2018.

O relatório trouxe que a mediana das previsões para a Selic este ano permaneceu em 7% ao ano.

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