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FAPEMIG - Ciência e Inovação em Minas

22/06/2016

Projeto contribui para melhorar a alimentação dos brasileiros

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Doces produzidos com marolo, por exemplo, exercem função antioxidante/Divulgação
Não é segredo para ninguém que a alimentação do brasileiro tem ficado cada vez pior, mas um fator alarmante é o alto consumo de doce pela população. Devido a grande concentração de açúcares e gordura, eles podem ser altamente nocivos à saúde, trazendo sérios problemas para as pessoas. Pensando nisto, pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), vem desenvolvendo um projeto para a produção de doces de baixa caloria e enriquecidos com fibras com capacidade probiótica, isto é, que auxiliam no bom funcionamento intestinal.

A pesquisa, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), tem o objetivo de produzir doces funcionais que atendam a redução calórica, prevenindo obesidade, diabete e doenças cardíacas. Para a coordenadora do projeto, Soraia Vilela Borges, o desafio é “oferecer à população alimentos mais saudáveis e nutritivos”. Segundo a pesquisadora, o projeto também visa “misturar diferentes polpas de frutas ricas em nutrientes para aumentar o valor nutricional dos doces e também testar diferentes métodos de processamento.”

Os doces pesquisados também exercem função antioxidante, isto é, ajudam a prevenir doenças. Produzidos com diferentes frutas do cerrado, como marolo, graviola e maracujá doce, eles são feitos em um processo a vácuo, que os torna mais nutritivos. “Estes aspectos constituem diferenciais em relação a um doce normal, que é rico em açúcares e pode ser pobre em nutrientes, dependendo da fruta e do processamento térmico”, explica a coordenadora.

Óleos essenciais - Outra fonte de pesquisa do grupo são os óleos essenciais como o de alecrim e orégano. Em sua forma desidratada, segundo Soraia Borges, “ficam mais estáveis e, quando adicionados aos alimentos, são liberados de forma gradual, então suas propriedades são mais aproveitadas. Além disso, são substâncias naturais, ao invés das sintéticas normalmente utilizadas, o que enriquece a dieta”, relata.

Além de produtos de qualidade, a coordenadora do projeto faz questão de destacar outros benefícios que o mercado alimentício irá herdar com o projeto, “além dos óleos essenciais, outros extratos vegetais com propriedades funcionais têm sido estudados de forma a contribuir para aumentar a oferta de alimentos saudáveis para a população, gerando tecnologias que podem ser repassadas ao setor produtivo. Do lado acadêmico e científico a pesquisa contribui para a formação de recursos humanos capacitados para o trabalho na indústria e educação”, destaca.

As pesquisas na área continuam em andamento, agora testando substâncias que têm o poder de absorver água e aumentar a vida de prateleira dos doces de baixa caloria.

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