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DC Turismo

24/12/2016

Projeto visa estruturar circuito Serra do Cipó

Daniela Maciel
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Serra do Cipó é destino fácil para os moradores de BH/Acervo Setur MG/Sérgio Mourão
Distante pouco mais de 100 quilômetros de Belo Horizonte, a Serra do Cipó, na região Central, é destino fácil para os moradores da Capital descansarem no fim de semana em meio à natureza e autênticas manifestações culturais. A proximidade e os encantos do circuito, que reúne cinco municípios associados e tem mais quatro na área de influência do Parque Nacional (Conceição do Mato Dentro, Itambé do Mato Dentro, Jaboticatubas, Morro do Pilar, Santa Maria do Itabira e Santana do Riacho, além de Dom Joaquim, Congonhas do Norte, Santa Maria de Itabira e Nova União), entretanto, não são capazes de tornar o fluxo de turistas constante durante toda a semana.

Identificada essa dificuldade, o Circuito Turístico Parque Nacional Serra do Cipó foi integrado ao Programa de Produção Associada ao Turismo que vem sendo desenvolvido pela Associação de Cultura Gerais (ACG) em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas).

De acordo com o gestor do projeto Turismo Serra do Cipó do Sebrae, Sidnei Calisto, um dos principais pontos do programa é estruturação do circuito em rotas temáticas. Foram criadas rotas temáticas divididas por interesse e que propõem uma série de atividades e serviços àqueles que visitam a região e desejam experimentar e viver a riqueza de sua cultura, história e natureza. Em dezembro, foram apresentados nove caminhos: Rota da Produção à Mesa; Rota Rupestre; Rota do Cerrado e Campos Rupestres; Rota dos Tropeiros; Rota das Artes; Rota das Tradições; Rota dos Sabores; Rota do Bem Estar e Rota da Aventura.

Serra do Cipó




“A roteirização faz parte da metodologia. Ela dá mais alternativas para o turista e para o empreendedor, que tem mais o que oferecer. Hoje em dia, os visitantes acabam ficando limitados a um raio das pousadas muito restrito, sendo que eles têm um território enorme para ser explorado. As rotas permitem que eles escolham temas de interesse e saibam onde estão atrativos e serviços. Dessa forma queremos que eles conheçam mais lugares e estendam a estadia”, explica Calisto.

As rotas são intercruzáveis e têm aspectos, história e atrativos em comum. O turista pode optar por fazer uma por completo ou pular de uma pra outra, por exemplo, com a certeza que terá serviços e assistência em todas elas.

Segundo a gestora do Turístico Parque Nacional Serra do Cipó, Ana Paula Caldeira, o Plano de Ação para 2017 prevê a extensão do projeto para todos os municípios e o fortalecimento das políticas de promoção e divulgação. A Serra costuma receber a visita de estrangeiros atraídos pelo que o paisagista Roberto Burle Marx batizou como “o Jardim do Brasil”, com suas mais de 1,6 mil espécies endêmicas da flora e fauna, porém esse volume ainda não é significativo.

“Ainda não nos apropriamos da proximidade com Belo Horizonte e o aeroporto (em Confins, na região metropolitana) como vantagem competitiva. As pessoas chegam e não aproveitam o que temos de melhor além da natureza, que é o povo daqui, com sua hospitalidade, gastronomia e cultura. Vamos trabalhar nas feiras do setor para a divulgação e intensificar o diálogo com as esferas do poder público para melhorar o acesso ao Circuito”, destaca Ana Paula Caldeira.

Inspirados na experiência de Bonito, no Mato Grosso do Sul, o grupo formado pelo Sebrae quer ir além com o uso da internet como principal ferramenta.

“Bonito é um ‘case’ muito interessante e hoje é um destino internacional consolidado. Eles trabalham com o esquema de voucher único e venda de produtos e serviços pela internet. Queremos seguir o exemplo. Temos ainda um longo caminho e para começar precisamos desenvolver ferramentas como site e aplicativo. Isso já está sendo negociado. Também criamos a nossa Associação dos Atrativos Turísticos (Atratur) e vamos seguir na estruturação do Circuito”, promete o gestor do projeto.

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