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24/11/2017
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Prêmio José Costa

09/11/2017

Promover o desenvolvimento é essencial

Mara Bianchetti
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De maneira complementar, a homenagem a empresas e instituições mineiras que, com ideias e ações, ajudam a transformar e construir a história de Minas Gerais, levando em conta a inovação, a multiplicação e a integração das iniciativas públicas e privadas, a sexta edição do Prêmio José Costa, realizado ontem pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), trouxe um painel sobre o tema “Desenvolvimento de Minas e os Desafios Globais”.

Um dos grandes desafios das empresas nos dias atuais é acompanhar e promover o desenvolvimento econômico sem deixar de lado o desenvolvimento social e sustentável. Na visão do diretor do Instituto Orior, Raimundo Soares, que mediou o debate, as empresas precisam se adequar a cenários externos, uma vez que a própria sociedade é capaz de transformar os cenários.

“Estamos inseridos em um espaço de articulação completo, como indivíduos e enquanto empresas e instituições. Todos nós integramos uma organização que compreende um mercado. Por sua vez, o mercado é mais complexo e está dentro da sociedade, que forma o planeta. E tudo isso gera um campo maior. E qual nosso desafio? Termos consciência das consequências da nossa forma de conviver e existir. Gerando transformações e se tornando agente de transformação global”, justificou.

Dentro desse contexto, e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, que norteiam o Movimento Minas 2032, o professor quis saber do presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato; da presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), Cristiane Serpa; e do presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, quais as contribuições acerca dos trabalhos de suas respectivas instituições como contribuição para o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais.

De acordo com a presidente do Indi, Cristiane Serpa, este é um tema ao mesmo tempo complexo e importante que o Estado busca trabalhar diariamente. Segundo ela, o desenvolvimento econômico e sustentável está diretamente relacionado ao terceiro ODS, que é o de garantir boa saúde e bem-estar à população.

“Isso passa por investimentos em segurança, educação, saúde, trabalho e áreas afins. E é o que vem sendo feito também no que se refere ao desenvolvimento econômico de Minas Gerais, com estratégias traçadas tanto para indústrias e empresas já instaladas ou que ainda vão se instalar no Estado”, explicou.

Estas ações, conforme Cristiane Serpa, visam o fortalecimento da economia mineira e da própria arrecadação estadual, possibilitando também o aumento de investimentos nas áreas sociais. Neste quesito, ela destaca a atuação do governo por meio dos Fóruns Regionais e o conhecimento de cada ponto de Minas e suas necessidades particulares.
“O trabalho precisa ser completo, integrado e complementar. Somente assim seremos competitivos local e globalmente. A expectativa é de que tenhamos R$ 17 bilhões de investimentos em Minas até 2020 e isso só é possível graças a esse tipo de iniciativa e trabalho”, completou.

Na avaliação do presidente da Abinee, Humberto Barbato, Minas Gerais tem um papel muito relevante na economia nacional e o setor de eletroeletrônicos é um grande polo que congrega grandes fabricantes de bens de automação industriais e de equipamentos para distribuição de energia. Para ele, o Movimento Minas 2032 é bem oportuno, uma vez que traz à tona não somente o que Minas necessita, mas o que Brasil precisa para se desenvolver.

“As entidades de classe precisam estar ativas e integrar este tipo de ação. A Abinee, por exemplo, nos últimos 20 anos, participou da Política Industrial de Resíduos Sólidos. Depois, passou a discutir mecanismos de fazer a logística reversa para que a sociedade e as empresas pudessem se engajar no retorno dos bens, bem como a utilização e a vida útil de cada um dos equipamentos”, explicou.

Assim, conforme ele, de forma proativa, a própria entidade criou outra vertente de atuação chamada de Green Eletron. Por meio dela, as empresas do setor atendem as legislações ambientais com produtos descartados pelos próprios consumidores. “Em 60 dias, já conseguimos arrecadar 3,5 toneladas de equipamentos que poderiam estar deteriorando ainda mais o meio ambiente.”

Gargalos - Por fim, o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, que se despede da presidência da Federação em maio ano que vem, após dois mandatos, destacou que um dos grandes problemas do Brasil é a desvalorização do mercado e das indústrias, o que, por consequência, compromete também a competitividade das empresas.

O que preocupa, de acordo com o industrial, é que para tratar do social, antes de tudo, é preciso começar pelo viés econômico. “Se as empresas não estiverem estruturadas não serão sustentáveis e não conseguirão cuidar do social”, alertou.

Capacitação - Olavo Machado Junior enfatizou que todo empresário busca o bem-estar de seus funcionários e familiares. O Sistema Fiemg, no mesmo propósito, também busca aprimorar a qualidade dos profissionais das indústrias de Minas Gerais. Ao todo, são 180 escolas do Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

“Além disso, contamos com a Escola Móvel, que é uma escola itinerante e gratuita, que leva formação profissional e inclusão social para todos os cantos do Estado, com a qual mais de 348 municípios foram atendidos. Nos últimos quatro anos, tivemos 50,4 mil formados e 79% dos participantes geram renda na própria cidade onde vivem.”
Outras ações realizadas pela Fiemg nos últimos anos, visando uma indústria mais competitiva, inovadora e sustentável, capaz de gerar novos negócios, riqueza e desenvolvimento para o Estado:

Implantação do Centro de Inovação e Tecnologia (Campus Cetec), mediante aporte de R$ 150 milhões, representando um dos maiores investimentos em inovação em Minas Gerais. Compõem o Campus três institutos de inovação, cinco institutos tecnologia, gerência de metrologia, laboratório do Senai, e várias empresas;

Criação do Instituto Senai de Inovação - Centro Empresarial de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Elétrica e Eletrônica, maior laboratório de eletricidade de alta potência da América Latina, em construção em Itajubá, no Sul de Minas, que recebeu investimento de R$ 450 milhões. Ao todo serão quatro laboratórios e 60 mil metros quadrados de área útil com previsão de conclusão para 2019;

P7 Criativo, conecta a indústria à economia criativa, gerando projetos inovadores e atraindo investimentos de impacto para o Estado;

Fiemg Lab, viabiliza a aceleração de startups, spinoffs e empresas de base tecnológica;
IoT for Mining, que tem como objetivo fomentar o uso de novas tecnologias digitais no setor de mineração;

Synergy, coworking industrial dedicado a indústrias de alta tecnologia com vocação para Internet das Coisas.

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