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DC RH

02/02/2017

Ramacrisna tem solução para micro e pequenas empresas

Cumprimento de lei ganha novos contornos com o projeto "Aprendiz na Música"
Daniela Maciel
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No "Aprendiz na Música", os jovens participam de aulas teóricas e práticas de música em instrumentos de corda e sopro/Suellen Rudiger
A Lei da Aprendizagem (97/2000), ou Lei do Jovem Aprendiz, foi regulamentada pelo Decreto Federal n° 5.598/2005, determinando que as empresas de médio e grande portes devem ter um percentual de 5% e 15%, respectivamente, de jovens aprendizes em suas instalações, para trabalhos ou estágios, exercendo alguma atividade dentro da empresa com vistas a adquirir experiência prática.

Nem toda empresa, porém, consegue cumprir essa determinação com facilidade. Muitas, por questões como a natureza do trabalho, turno ou distância da planta de produção em relação à cidade, deixam de atender à regra e passam a correr riscos diante de uma eventual fiscalização.

Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a organização não-governamental (ONG) Ramacrisna, em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho, propõe uma solução para o caso com o projeto “O Aprendiz na Música”. Por meio dele, as empresas que precisam contratar jovens, mas não tem onde absorvê-los em seu quadro funcional, podem inscrevê-los na orquestra jovem Ramacrisna.

De acordo com a vice-presidente da instituição, Solange Bottaro, essa é uma forma de a empresa atender à legislação e ainda garantir a inserção do jovem no mercado de trabalho. “Se a empresa precisa contratar para cumprir a lei, mas ao mesmo tempo não tem onde inserir este jovem, nós trouxemos a solução ao transformar estas vagas em oportunidade de profissionalizar musicalmente este adolescente, que é inserido no universo da música e passa aprender um instrumento e ampliar o seu horizonte cultural”, diz Solange Bottaro.

Projeto da Ramacrisna profissionaliza jovens musicalmente

Atualmente, a instituição tem 24 jovens originários de duas empresas do município participando do programa. Além de formação profissional, eles recebem apoio da ONG que acompanha o desempenho escolar e social dos alunos. A bolsa-aprendiz é paga pela empresa de acordo com a legislação.

Além dos cursos obrigatórios do programa adolescente aprendiz do governo federal, os jovens participam de aulas teóricas e práticas de música em instrumentos de corda e sopro e, ainda, fazem parte da Orquestra Jovem Ramacrisna, fundada há 11 anos.

“A empresa contrata a Ramacrisna para intermediar a relação entre jovens, família, escola e empresa. Também fazemos a parte de recursos humanos. É importante lembrar que quando a empresa investe nos jovens está, na verdade, investindo em segurança, na formação de um País melhor”, destaca a vice-presidente.

O Frigobet - Frigorífico Industrial Betim -, fundado em 1984, mantém 14 jovens no programa. Segundo a chefe de Departamento Pessoal do Frigobet, Vanessa Aparecida de Oliveira dos Santos, a escolha da Ramacrisna como parceira se deu pelo longo histórico da ONG na cidade. O frigorífico tem 395 funcionários, divididos entre as unidades fabril e administrativa.

“Escolhemos pela qualidade, compromisso e missão social. A instituição tem uma história de 58 anos na cidade de Betim. A contratação inicialmente acontece pelo cumprimento legal, mas com o Ramacrisna existe uma grande diferença que é a missão social e comprometida de capacitar os jovens. Com a vantagem de capacitar pela música”, afirma Vanessa dos Santos.

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