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Agronegócio

15/03/2017

Receita da agropecuária mineira deve cair 4,9% em 2017

Na agricultura, recuo pode chegar a 8,2%
Michelle Valverde
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O Valor Bruto da Produção (VBP) da cultura de milho pode alcançar expansão de 33,6% no País neste ano/Cleverson Beje/Faep
A queda na produção de café, em função do período de safra baixa, interferiu de forma negativa na composição do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de Minas Gerais. De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base nos dados de fevereiro, a previsão é que o VBP da agropecuária recue 4,9% em 2017 atingindo R$ 57,7 bilhões. No período, o VBP da agricultura deve recuar 8,2%, enquanto a pecuária pode crescer 1,6%.

O superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, explica que o café, por ser o principal produto do setor agropecuário, tem grande peso na composição do VBP, o que contribuiu para a retração dos resultados. Apesar da queda, o VBP de Minas Gerais deve alcançar em 2017 R$ 57,7 bilhões, o segundo maior da série histórica desde 2008.

A estimativa é que o VBP das lavouras encerre 2017 em R$ 37,1 bilhões, retração de 8,2%. No setor de café, a queda esperada no VBP é de 14,9%, com a produção avaliada em R$ 13,2 bilhões. A retração se deve à expectativa de baixa produção já que no ano passado a safra de café atingiu o volume recorde de 30,7 milhões de sacas. Para este período produtivo, a produção deve variar entre 25,39 milhões e 26,81 milhões de sacas de 60 quilos.

“O resultado negativo já era esperado. Após uma safra recorde de café em 2016, a previsão é que o volume recue e esta menor produção interfere na composição do VBP do Estado. O café responde por 35,6% do VBP das lavouras do Estado”, disse Albanez.
Segundo maior produto agrícola de Minas, a cana-de-açúcar teve o VBP estimado em R$ 5,43 bilhões, um aumento de 5,9%. A demanda em alta e os preços valorizados do açúcar justificam o avanço nos resultados.

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Já a soja, que ocupa a terceira posição dentre os produtos agrícolas, apresentou queda de 10,6% no VBP, que foi estimado em R$ 5,16 bilhões. A previsão de queda de 3,2% no volume a ser colhido, que deve alcançar 4,7 milhões de toneladas, justifica parte da queda.“Além da produção menor, os preços da soja também recuaram fazendo com que o VBP ficasse menor”.

Com base nos dados de fevereiro, a estimativa para o VBP do milho alcançou R$ 4,78 bilhões, variação positiva de 20,3% frente ao valor registrado em 2016. O incremento se deve à expectativa de uma colheita recorde do cereal na safra 2016/17. O milho responde por 12,9% do VBP das lavouras.

Com aumento de 10,2%, o VBP do feijão atingiu R$ 2,52 bilhões. A produção de bananas foi avaliada em R$ 1,94 bilhão, 13,1% maior que o valor registrado em 2016. Também foi verificado aumento do VBP da laranja, 22,8%, com a cultura estimada em R$ 523 milhões.
Dentre os resultados negativos, o VBP de batata-inglesa caiu 48,3%, com a produção avaliada em R$ 1,5 bilhão. No caso do tomate, a queda chegou a 32,5% e o VBP ficou em R$ 1 bilhão.

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