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08/02/2018

Rede hoteleira de BH prevê aumento da ocupação durante o Carnaval

Daniela Maciel
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Cerca de 180 mil turistas devem permanecer, em média, três dias em Belo Horizonte/Divulgação
A expectativa do presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais (Fhoremg) e do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Belo Horizonte (Sindhorb-BH), Paulo César Pedrosa, sobre o Carnaval de Belo Horizonte é bastante otimista. Em entrevista coletiva ontem, o executivo avaliou o crescimento médio da ocupação dos hotéis da Capital em 5% na comparação com a festa do ano passado.

Segundo dados apurados pelas entidades, nos hotéis cinco estrelas, com diárias acima de R$ 200, a ocupação deverá ser entre 50% e 60%. Entre os de categoria econômica, com diárias entre R$ 150 e R$ 160, a ocupação ficará entre 80% e 100%. Nos três e quatro estrelas, com diárias entre R$ 160 e R$ 200, ocupação entre 80% e 100%. Nos hotéis, não classificados/categoria econômica e populares, que ficam na região do hipercentro, com diárias entre R$ 70 e R$ 120, a ocupação prevista é entre 40% e 50%. Hotéis e apart-hotéis localizados nas regiões da Pampulha e Centro-Sul, com diárias entre R$ 120 e R$ 150, ocupação de 60% a 80%.

Belo Horizonte tem 220 empreendimentos hoteleiros, em um total entre 22 mil e 24 mil leitos. Na média geral a ocupação nos quatro dias de folia deverá ficar entre 50% e 55%. “Belo Horizonte deixou de ser a capital do silêncio para entrar definitivamente no calendário do Carnaval. Essa é uma ótima notícia para toda a cidade. Já tivemos meses de fevereiro em que a ocupação não passava de 20%. A estimativa de faturamento pelo setor hoteleiro é de cerca de R$ 30 milhões. Já bares e restaurantes devem ter o faturamento acrescido em 20% na comparação com o Carnaval do ano passado”, explica Pedrosa.

Dados da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) informam que em 2018 a festa conta com 480 blocos de rua (cadastrados), que farão cerca de 550 cortejos, número bem maior do que o do ano passado, quando aconteceram 416 desfiles. São esperados 3,6 milhões de foliões no período, um aumento de 20% na comparação com 2017. Desse total, 180 mil devem ser turistas que permanecerão, em média, três dias na cidade.

Ao mesmo tempo em que o trade comemora os hotéis cheios, o mesmo não acontece com o preço médio das diárias. Entre as capitais brasileiras, Belo Horizonte pratica as mais baixas tarifas médias, sendo acompanhada de perto por Manaus (AM). “Esse é um problema sério principalmente para os hotéis independentes. Mais de 10 já foram fechados na região do hipercentro. Precisamos trabalhar nessa recuperação para dar sustentabilidade aos negócios. Ainda não temos indicativo que a situação vá melhorar ao longo de 2018”, alerta o presidente do Sindhorb-BH e da Fhoremg.

Aeroporto da Pampulha - Outro ponto levantado na coletiva foi a retomada dos voos de grande porte no Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha. Atualmente, o aeroporto opera voos regionais e executivos, além de ser um polo de manutenção de aviões executivos e helicópteros. No mais recente capítulo da polêmica, em 19 de janeiro, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil voltou atrás e publicou nova portaria confirmando a decisão de suspender a operação de voos comerciais e nacionais no aeroporto. A proibição acata a decisão cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU), emitida no fim de 2017, mas não representa o fim do imbróglio.

Do outro lado, os moradores do entorno do Aeroporto da Pampulha também se mobilizam. No dia 25 de janeiro, as associações comunitárias dos bairros Planalto e Adjacências, Jardim Atlântico e Santa Branca protocolaram junto ao Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte uma representação pedindo que os moradores sejam ouvidos para a elaboração de um novo licenciamento ambiental.

“Não vejo como a volta das operações na Pampulha pode prejudicar a cidade. As grandes capitais - Rio de Janeiro e São Paulo - têm dois aeroportos. A retirada de alguns poucos voos não vai prejudicar Confins (Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – BH Airport - em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte) e pode ajudar a fomentar o turismo na Capital. Ao lado do Conjunto Arquitetônico da Pampulha (reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura - Unesco -, em 2016, como Patrimônio Cultural da Humanidade), e perto da área central, deverá movimentar os hotéis próximos e facilitar a atração de eventos para Belo Horizonte”, avalia o gestor.

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