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Política

12/01/2017

Reformas precisam ser concluídas no 2º semestre

Tempo é curto, ressalta Aécio
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O presidente do PSDB, Aécio Neves, articula para emplacar aliados em postos estratégicos no governo e no Senado/Valter Campanato/ABr
Brasília - Em conversa com o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), defendeu a necessidade de concluir as votações das reformas da Previdência e trabalhista nos primeiros meses do segundo semestre.

“Falamos de pauta de Congresso, da necessidade de termos uma base já no dia 2 de fevereiro que tenha a compreensão clara de que o tempo é muito curto para o avanço das reformas”, disse Aécio após a reunião com Temer.

Presidente nacional do PSDB, segundo maior partido da coalizão governista, Aécio disse que as reformas “precisam estar concluídas até o início do recesso do meio do ano para que possamos, nos primeiros meses do segundo semestre, entre setembro e outubro, concluir essas votações”.

A previsão de Aécio é menos otimista do que as estimativas do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo Maia, a reforma da Previdência deve ser aprovada pela Câmara até o fim de março e pelo Senado até o final de junho.

No aguardo de ser contemplado com uma vaga no núcleo duro do governo, o senador considerou que a candidatura à reeleição de Maia tem se consolidado nos últimos dias. O nome de Maia também conta com o apoio “velado” da cúpula do Palácio do Planalto. A disputa pelo comando da Casa, assim como a do Senado, foram temas de conversas realizadas entre o tucano e o presidente Michel Temer em encontro no Palácio do Planalto.

“Em relação à Câmara as conversas estão em andamento. É a bancada da Câmara que irá se manifestar, mas vejo hoje ganhando consistência a candidatura do atual presidente Rodrigo Maia”, disse Aécio após deixar o gabinete de Temer.

“Vejo no Senado um quadro de maior tranquilidade devendo caber ao PMDB a indicação do nome para a presidência. Cabendo ao PSDB a segunda escolha por ser a segunda maior bancada. Vamos reunir a bancada na última semana de janeiro para definir essas posições. Muito provavelmente caberá ao PSDB a condução da Comissão de Assuntos Econômicos, vital para essa agenda econômica e de reformas”, ressaltou.

As conversas de Aécio com Temer ocorreram em meio a articulações do tucano para conseguir emplacar aliados em postos estratégicos do Senado e no governo. As movimentações ocorrem pouco menos de um mês de o senador conseguir estender o mandato na presidência do PSDB por mais um ano. A manutenção no comando da legenda, confirmada no último dia 15 de dezembro, contou com o aval da maioria da Executiva do partido.

Sucessão - No tabuleiro montado, de olho na disputa presidencial de 2018, devem ser contemplados em postos de destaque nomes de peso do partido como o atual líder do Senado, Cássio Cunha Lima (PB), o vice-presidente da legenda e senador Tasso Jereissati (CE), o ex-líder do Senado Paulo Bauer (SC).

Todos fazem parte do núcleo mais próximo do senador mineiro, que trabalha internamente para ser o nome escolhido da legenda para a próxima corrida pela Presidência da República. Também estão no páreo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro de Relações Exteriores, José Serra.

No desenho rascunhado por Aécio, Cunha Lima ocupará a vice-presidência do Senado, Paulo Bauer será conduzido para a liderança da bancada e Tasso Jereissati, para o comando da CAE. Para tirar essa estratégia do papel, segundo a reportagem apurou, as conversas entre Temer e Aécio também serviram para aparar possíveis arestas deixadas por declarações de Cássio Cunha Lima de que o atual governo não chegaria ao final.

Além dos três senadores, Aécio aguarda uma confirmação da indicação do deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA) para a Secretaria de Governo. A nomeação do deputado, que faz parte do grupo do senador mineiro, deve ocorrer apenas após a eleição para a presidência da Câmara, prevista para o próximo dia 2 de fevereiro.

Na coletiva de imprensa, Aécio disse que o deputado estava à disposição do governo. “Essa foi uma questão tratada ainda no ano passado quando a questão avançou. Acredito que no momento oportuno, o tempo é do presidente, o deputado Imbassahy poderá estar a disposição do governo”, avaliou. (AE/Reuters)

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